Sou poeta sim, só não tenho tempo livre, pra deixar que sobreviva o poeta que existe em mim. Sou poeta sim, nem tudo que escrevo possui destinatário certo, ou diz algo sobre mim. Mesmo que muitas vezes, possa ver nome e sobrenome num poema escrito assim. Sou poeta sim, mas as vezes me falta tempo pra deixar que sobreviva, o poeta que habita em mim. Mas existe aqueles dias, que todas as outras coisas não tem sentido para mim, vivo somente poesia e não tem como abafar, o poeta que mora em mim. Dizem que o poeta tem mania de ser triste, adora falar em solidão. Mas que culpa tem o poeta,

Sou Poeta

se os poemas mais bonitos nascem na saudade, ou numa grande desilusão. Sou poeta sim, mesmo que as vezes negue, ou até tente acabar com a poesia que mora em mim.Existe aqueles dias, que a brasa vira fogo, e não posso mais negar, que para mim sempre é mais fácil escrever do que falar. Sou poeta sim, e por ser só sentimento e viver com o coração, também sei não ter direito de transformar em poesia, toda a dor que há em meu peito. Por isso meus poemas, talvez aqueles mais profundos, nasçam em momentos assim, quando o poeta sufocado, já morto de cansado, sobreviva até a mim. E escondendo endereços, sobrenomes e nomes afins, faz em mim as poesias mais bonitas que conheço. Mesmo que eu insista, em deixar bem escondido, no meu peito reservado, no coração entristecido, a saudade que habita em mim.

Amores Passados

Como tentar explicarQue já nos encontramosQue em outras vidas nos amamosE que o mundo teima em nos separar
Será que vais acreditarSe eu disser para tiQue várias vidas já vivemosPosso até te fazer lembrar
Numa dessas vidas, Eras velho, eu muito novaPor mais que eu tentasseNão acreditou que te amava
Numa outra, Eu vim negra como a noiteE o preconceito nem deixouEu dizer que te gostava
Já fui rica,E então vieste pobreE a diferença socialNem deu chance pra este amor ser real
Mas de todas essas vidasA que eu lembro com carinhoFoi aquela que vieste peregrinoE eu um passarinho
Desta vez te acompanheiFiquei sempre do teu ladoPena que não entendesteO que dizia meu trinado
E agora mais uma vezEstou nascendo,Acredito que o destinoOu talvez um ser divino
Acabe por decidir,Que chegou enfim a nossa horaE que é nessa vidaQue começa agoraQue nós vamos nos amar.

Amores Passados

Que em outras vidas nos amamosE que o mundo teima em nos separar
Será que vais acreditarSe eu disser para tiQue várias vidas já vivemosPosso até te fazer lembrar
Numa dessas vidas, Eras velho, eu muito novaPor mais que eu tentasseNão acreditou que te amava
Numa outra, Eu vim negra como a noiteE o preconceito nem deixouEu dizer que te gostava
Já fui rica,E então vieste pobreE a diferença socialNem deu chance pra este amor ser real
Mas de todas essas vidasA que eu lembro com carinhoFoi aquela que vieste peregrinoE eu um passarinho
Desta vez te acompanheiFiquei sempre do teu ladoPena que não entendesteO que dizia meu trinado
E agora mais uma vezEstou nascendo,Acredito que o destinoOu talvez um ser divino
Acabe por decidir,Que chegou enfim a nossa horaE que é nessa vidaQue começa agoraQue nós vamos nos amar.

Amiga, você faz a diferença,

Você faz a diferença,
Naqueles dias lindos,
Em que acordo sorrindo,
Ao lembrar que te conheço.

Você faz a diferença,
Nos dias tristes e nublados,
Onde me conforta a lembrança,
De te ter sempre a meu lado!

amigas para sempre

Você faz a diferença,
Quando lembro aquela piada,
E mesmo estando sozinha
Acabo dando risada.

Você faz a diferença,
Quando o mundo se torna pesado,
Porque ainda tenho a certeza,
De contar com teu afago.

Você faz a diferença,
Em cada dia que passa,
Porque te tendo como amiga,
A vida é cheia de graça.

Você faz a diferença,
Em toda a minha vida.
Sou uma pessoa melhor,
Porque te tenho como amiga.


A o mar, existe melhor forma de dizer amar?
A mar, A mar, A mar…..


o Mar, A Mar, A Mar… Dia da Poesia
A o mar, existe melhor forma de dizer amar?
A mar, A mar, A mar…..

Dia da Poesia

Hoje é o dia da poesia, como presente a vocês esse poema assim, pequenino, simples, mas tão profundo.
Para dizer que o encanto da poesia é poder falar muito em poucas palavras, e encantar, e alcançar o coração do outro. E também para agradecer pois  de nada adiantaria existir o Poeta e a Poesia se não existisse quem à apreciasse.
Então neste dia, no dia da Poesia, o Poeta agradece a você caro amigo que todo dia me lê e se encanta com minhas poesias.

Lágrimas

Que sirvam as lágrimas para lavarem o coração.
Que entre uma e outra que escorre pela face uma ferida seja cicatrizada.
Que o pranto atenue as dores, cure o sofrimento.
Que depois de todo choro chorado.
Enfim seja possível acreditar de novo que a vida é bela.

Felicidade Poesia

Felicidade esta danada.
Enquanto tu estavas aqui,
Ela me fazia companhia,

Mas foi só te ver partir,
Felicidade foi embora,
Deixando  a casa vazia.

Quando há um aperto muito grande no coração.
Quando as palavras não encontram rima.
Quando os versos não fazem sentido.
Quando nem sabemos mais quem somos.
Quando a tristeza te faz companhia.
É chegada a hora de silenciar.
É chegada a hora de se recolher.
É chegada a hora de se resguardar.

Eu volto quando for possível novamente poetizar.

“Nem todos podem estar na flor da idade, é claro! Mas cada um está na flor de sua idade.”

Esse comentário do saudoso poeta gaúcho Mário Quintana é mais atual do que nunca. Hoje em dia, vivemos numa sociedade que faz da aparência jovem o valor supremo. Parece que ficou feio envelhecer. E mais feio ainda declarar-se velho. A propaganda nos bombardeia a todo instante: seja jovem! mantenha-se jovem! vista roupas jovens!

A tirania da moda chega a fazer muitos pais usarem roupas juvenis, como se tivessem a idade de seus filhos. Tudo para tentar parecer jovem. Por que essa ânsia desesperada de querer ter a aparência de jovem? Por que esse medo da idade?

Mário Quintana nos lembra que cada idade tem sua beleza. E a sabedoria está em descobrir as diferentes formas de beleza que assumimos com o passar do tempo. E o bem mais precioso que devemos cultivar ao longo do tempo é a capacidade de olhar a vida com olhos sempre novos, de descobrir que, por mais que o tempo passe, sempre há tanta coisa para aprender, para descobrir. Manter-se jovem, na verdade, é conservar essa atitude de curiosidade diante da vida.

Hoje, os cientistas advertem que é preciso manter a mente ocupada. Deve-se ler, conversar, trocar idéias. Tudo isso ajuda a preservar nossa lucidez, mesmo na idade avançada. O cérebro também precisa de treino. Há quem se preocupe em malhar o corpo, horas a fio. Mas se esquece de malhar a mente, que vai atrofiando…

Na verdade, o ser humano sempre soube que era preciso treinar o cérebro. Tenho nas mãos um pequeno livro chamado “Saber envelhecer”, do escritor romano Cícero. Diz ele a certa altura: “Com a velhice, dirão, a memória declina. É o que acontece, com efeito, se não a cultivamos. Aliás, os velhos a conservam tanto melhor quanto permanecem intelectualmente ativos.” Isso escreveu Cícero, dois mil anos atrás! Realmente, não há nada de novo debaixo do sol.

Por isso, precisamos educar os jovens de modo que eles percebam que a passagem do tempo é inevitável, mas pode ser altamente gratificante se soubermos encará-la com sabedoria. É preciso incutir neles o sentido do tempo, para que aprendam a lidar bem com isso, sem temer o dia de amanhã. Somos seres temporais. E comparada à vida de alguns animais, a nossa existência é muito breve. Por isso, não podemos nos enganar.

Não devemos ter medo do tempo, pois é ele que nos ensina as coisas mais importantes da vida. É ele que nos permite perceber que a juventude é um estado de espírito, e não um estilo de roupa. O famoso pintor Pablo Picasso escreveu: “Leva-se muito tempo para ser jovem.” Ele, que morreu com 92 anos, sempre criativo e lúcido, sabia do que estava falando. Com o tempo, aprendemos a valorizar os momentos realmente preciosos da vida, sem nos perdermos em mesquinharias e bobagens, sem sermos arrastados pelas ilusões das aparências. E com isso nos mantemos jovens.

Os poetas dizem isso há muito tempo. Mas nós freqüentemente esquecemos: a vida é breve.

Palavras de amor, gestos de solidariedade, manifestações de afeto — nada disso pode esperar, pois a vida é breve. Não podemos correr o risco de deixar para depois aquilo que pode desaparecer de repente. Todos os dias tecemos um pedaço da trama da vida como se ela fosse eterna, pois não sabemos quando ela vai se desfazer.

A vida não termina; é interrompida. Não existe um enredo predeterminado para cada um de nós, com começo, meio e fim. Um dia, paramos subitamente no meio de um gesto, como uma cena de filme que de repente é congelada na tela. Para sempre.

Por isso, a morte, mesmo sendo a coisa mais banal do mundo, pois acontece a todo instante, em todo lugar, sempre nos surpreende. Já? Ninguém é tão velho que não possa viver mais um dia. Ninguém é tão jovem que não possa partir agora.

Um poeta italiano chamado Salvatore Quasimodo expressou essa idéia muito bem em três versos:

“Cada um está sozinho sobre o coração da terra

atravessado por um raio de sol.

E de repente é noite.”

 

O raio de sol que nos atravessa e ilumina dura um breve instante; de repente, é noite, não há mais sol, ninguém mais nos vê, mergulhamos na sombra.

Por isso, não economize seus gestos de amor, não deixe de expressar o afeto que sente pelos outros, não cale a palavra amiga, não evite o abraço que conforta, o elogio que estimula e faz renascer a esperança.

Não espere uma data determinada, uma ocasião especial. Todo dia é dia de viver, como diz a canção. E há sempre alguém à espera.

Os poetas dizem isso há muito tempo. Mas nós frequentemente esquecemos: a vida é breve.

(Douglas Tufano)

Duas antologias participam da festa literária: uma de moradores do Calabar e http://2.bp.blogspot.com/-h9-Y7qAC8kU/UUpnLFZDDeI/AAAAAAAAAK4/a6U2ezj8KE8/s1600/img.recantodasletras.net.jpegoutra com 122 poetas do mundo inteiro
Valdeck Almeida de Jesus participará

do 27º Salão do Livro e Imprensa de Genebra (Suíça) e vai lançar, no estande D426, do Varal do Brasil, dentre outros, os livros “Abre a Boca, Calabar” (Capa: Carlos Conrado Spykezem) e “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus – 2012″, com capa de Nilda Lima Graeser. O Salão do Livro acontece no Palexpo, de 1º a 5 de maio de 2013, das 9 às 19 horas, e reúne literatura e imprensa do mundo inteiro. O convite foi feito pala escritora Jacqueline Aisenman, que participa da feira pela segunda vez com um estande da Editora Varal do Brasil. Jacqueline é brasileira e mora em Genebra há mais de vinte anos, sempre envolvida com cultura e literatura. Além de expositora, ela também promove a revista eletrônica Varal do Brasil – literário sem frescura!, que divulga milhares de escritores.A nova edição do livro “Abre a Boca, Calabar” (Pimenta Malagueta Editora), resultado do concurso literário realizado pela Biblioteca Comunitária do Calabar, foi lançada em 2012 na sede da instituição, em Salvador-BA. Nas edições de 2009 e 2010, o projeto foi idealizado e patrocinado pelo jornalista e escritor Valdeck Almeida de Jesus, que continua incentivando a iniciativa. Em 2012 a publicação recebeu apoio da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), por meio do edital Calendário das Artes. A obra prestigia jovens do bairro Calabar e reúne os 50 autores que participaram das edições anteriores.

Escritores do livro

A edição de 2012 tem poemas de: Amanda Beirão, Ariana Santos Veloso de Jesus, Bruna Santos de Jesus, Caique Neri Brito, Caissa Pita Vasconcelos, Cauan Roque Almeida dos Santos, Crislanda Neves, Eberton de Jesus, Ester da Silva Moraes, Fabio Neves Conceição, Felipe Silva Beirão, Gilson Assis, Iradir Pereira da Silva, Isla Gabriele Santos de Oliveira, Janaina Bonfim dos Santos, Joyce Regia Dias da Silva, Julia Reis Bispo dos Santos, Jussara dos Santos, Kevin Carvalho dos Santos, Keyla Trigueiros Rodrigues dos Santos, Leonardo Conceição, Lucas Santos da Silva, Lucilene Lima Pires, Luís Henrique Beirão Santos, Luís Maurício dos Reis Soledade, Marcos Peralta, Joara Ledoux, Marcos Vinicius, Maria do Carmo Abade Bento, Maria Luiza Lacerda, Mel Oliveira, Milena Borges dos Santos, Nadson Almeida Beirão, Nicolas Dias da Silva, Nubia Trigueiros Rodrigues, Rafael Beirão Dantas, Rafaela Beirão Dantas, Raiane Beirão Dantas, Rayla Bispo Nascimento, Rebeca Trigueiros Rodrigues dos Santos, Robespierre Dantas, Rodrigo Rocha Pita, Samuel dos Santos Moraes, Tacila Cerqueira, Tainá Silva, Talita Trigueiros Rodrigues dos Santos, Tamires Araujo, Tarcisio Trigueiros Rodrigues, Tayná Trigueiros Rodrigues e Wesley dos Santos Lopes.PRÊMIO VALDECK ALMEIDA

O livro contém poemas de 122 poetas do mundo inteiro, a maioria de brasileiros que participaram do concurso “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus 2012″. A ideia do concurso surgiu em 2005, por iniciativa dO jornalista e escritor Valdeck Almeida, que escreve desde os 12 anos de idade e só conseguiu publicar o primeiro livro aos 39 anos. O projeto tem apoio do Plano Nacional do Livro e Leitura, que divulga a iniciativa no site oficial. O núcleo baiano da União Brasileira de Escritores-UBE, também dá apoio de divulgação ao projeto.A edição 2012 traz poemas de autores brasileiros e poetas do Japão, Suíça, Inglaterra, Estados Unidos e Portugal. Os dez primeiros colocados foram 1º – Vai, Carlos, vai ser Drummond na vida (Ana Claudia de Souza de Oliveira); 2º – Memórias póstumas de Quincas Borba (Edweine Loureiro); 3º – Vida dura (Éber Sander); 4º – Um desconhecido no canto da sala (Simone Pessoa); 5º – Um Brasil apaixonado por futebol (Arai Terezinha Borges dos Santos); 6º – Monólogo da solidão (Nubia Estela); 7º – Lembranças (Renata Paccola); 8º – Delírios de um Poeta em Desamor (Rossandro Laurindo); 9º – O devorador de livros (Ana Lucas); 10º – É assim, Fulano (Flávia Brito). Os jurados escolheram, também, menções honrosas: Incubus (Ana Claudia de Souza de Oliveira); Crônica de um Fygura (Nádia da Rocha Ventura); O amor de Cler (Expedita Gomes de Araújo); A cigarra e o poeta (Zelito Magalhães); O Macondo de Gabriel García Márquez (Viviana Carolina Mendez Rocha Podlyska); Copa 2014 no país de Jorge Amado (Terezinha Santos de Amorim); A Realidade (Sandro Sussuarana); A intenção (Osmar Santos); A Cidade dos Errados (Marcelo de Oliveira Souza); A menina do raio de sol (Mano Kleber). A lista completa de todos os selecionados está neste link do site Galinha Pulando.