Você quer ser artista e me pergunta se para isso basta ter inspiração. Muitas pessoas ainda acreditam que a arte é o triunfo da inspiração. Elas imaginam que basta ao artista esperar a chegada da inspiração para realizar sua obra. Pois a história nos conta uma outra versão: o artista – pintor, escritor, escultor, músico – na verdade deve ter talento e uma grande dose de perseverança. Sem perseverança, nenhum talento triunfa. Muito menos a inspiração. Para ilustrar o que estou dizendo, gostaria de contar-lhe a história da realização de uma obra-prima artística.

No dia 1º de novembro de 1512, abriram-se as portas da Capela Sistina, no Vaticano, para que todos pudessem admirar os afrescos que o artista florentino Michelangelo Buonarroti tinha pintado no teto. Era uma maravilha! Eram cerca de 500 metros quadrados de área pintada, que se elevavam a uns 20 metros de altura. Lá em cima, em andaimes especialmente preparados, Michelangelo tinha passado quatro anos pintando e desenhando sozinho as cenas da história da Criação do Mundo!

Uma das cenas que pintou, a criação de Adão, tornou-se mundialmente famosa. Deus estende o braço direito e seu dedo está prestes a tocar o dedo de Adão para insuflar-lhe vida. Adão está encostado numa rocha e exibe um corpo perfeito, imagem da perfeição da obra de Deus. É uma cena emocionante.

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Mas, para realizar essa obra-prima, Michelangelo não contou apenas com o seu talento. A pintura era uma encomenda do homem mais poderoso de Roma e do chefe da Igreja católica, o papa Júlio II. E Michelangelo foi obrigado a suportar seus momentos de impaciência e sua falta de pontualidade nos pagamentos. Teve de suportar ainda as críticas e intrigas dos invejosos rivais. Teve de aguentar as dores no corpo e a solidão. Enfim, foram quatro anos de sacrifícios e dificuldades, mas Michelangelo conseguiu superar tudo isso porque, além de talento, tinha uma qualidade fundamental: a perseverança.

Para provar a si mesmo e aos outros que era capaz de superar aquele desafio, Michelangelo teve de buscar, dentro de si, forças que nem mesmo ele pensava ter. É claro que, diante das pressões, várias vezes pensou em desistir do projeto. Mas cada dificuldade que surgia parecia fazer renascer dentro dele mais uma reserva de forças. Imagine a concentração desse homem, empenhado, durante anos, a criar as cenas e a pintá-las, sozinho! Calcule as dúvidas e incertezas que o atormentaram. No entanto, continuou até o fim, confiante em sua capacidade de criação e de trabalho.

Com Michelangelo, aprendemos que só o talento não basta. Há muitas pessoas talentosas, mas as que conseguem realizar-se são aquelas que sabem unir o talento à perseverança, à vontade de vencer. São aquelas que não veem as críticas como desestímulo, mas, ao contrário, como estímulo para prosseguir e superar as falhas.

Os grandes artistas, meu caro amigo, podem nos ensinar muitas coisas, além de arte.

Um abraço afetuoso

Crônica do Professor Douglas Tufano

“Rir de tudo é coisa de tontos. Mas não rir de nada é coisa de estúpidos.”

Quem disse isso foi um antigo filósofo holandês chamado Erasmo, que viveu no longínquo século 16. Mas, se vocês pensarem bem, essa é uma observação muito sábia sobre o comportamento humano. E vale tanto para o passado como para hoje, pois o ser humano não mudou.

Hoje em dia, muita gente ainda confunde seriedade com falta de humor. No entanto, uma pessoa séria não é aquela que vive de mau humor, incapaz de se permitir uma brincadeira.

Ser sério é saber encarar com responsabilidade aquilo que é importante. Mas nem tudo é importante na vida. Por isso, devemos aprender que há tempo para rir e tempo para ficar sério. Quem não sabe diferenciar um tempo do outro, diz Erasmo, ou é tonto ou estúpido.

E eu digo a vocês: saber rir de si mesmo é também uma prova de sabedoria e maturidade. Quem é muito severo consigo mesmo, sofre bastante, vive se mortificando, perde a auto-estima. Frequentemente, cai em depressão.

Mas saber rir de si mesmo significa saber reconhecer seus limites e estar consciente de que ninguém é perfeito. Ser autoindulgente, isto é, saber perdoar-se quando não conseguir alcançar alguma coisa, é uma grande qualidade numa pessoa. Devemos ser exigentes com nós mesmos, mas na medida certa. Um pouco menos, viramos pessoas irresponsáveis, que não levam nada a sério. Um pouco mais, nos suicidamos.

Quando alguém é capaz de rir de si mesmo, de não se levar exageradamente a sério, é capaz também de compreender melhor os outros, de não dar importância a coisas insignificantes; por isso, melhora seu relacionamento e torna-se uma pessoa agradável.

Por outro lado, quem gosta da companhia de alguém extremamente exigente, que quer tudo perfeitinho, que é tão implacável com relação a si mesmo quanto com relação aos outros? E, pior ainda, que não admite brincadeiras nem faz brincadeiras? Uma pessoa assim é insuportável.

Por isso, acho que tinha muita razão aquele filósofo holandês. Quem não ri de nada é porque não está entendendo nada. É estúpido mesmo. Tem muita dificuldade de perceber que a vida não pode ser calculada com precisão matemática e que as pessoas não são programadas. A vida tem seus imprevistos e suas contradições, nem tudo que planejamos pode dar exatamente certo. Por isso, devemos ter jogo de cintura para contornar as situações e humildade para reconhecer que nós também podemos dar vexames e provocar riso nos outros. E com nosso exemplo, os alunos podem aprender mais essa lição de vida.

Duas antologias participam da festa literária: uma de moradores do Calabar e http://2.bp.blogspot.com/-h9-Y7qAC8kU/UUpnLFZDDeI/AAAAAAAAAK4/a6U2ezj8KE8/s1600/img.recantodasletras.net.jpegoutra com 122 poetas do mundo inteiro
Valdeck Almeida de Jesus participará

do 27º Salão do Livro e Imprensa de Genebra (Suíça) e vai lançar, no estande D426, do Varal do Brasil, dentre outros, os livros “Abre a Boca, Calabar” (Capa: Carlos Conrado Spykezem) e “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus – 2012″, com capa de Nilda Lima Graeser. O Salão do Livro acontece no Palexpo, de 1º a 5 de maio de 2013, das 9 às 19 horas, e reúne literatura e imprensa do mundo inteiro. O convite foi feito pala escritora Jacqueline Aisenman, que participa da feira pela segunda vez com um estande da Editora Varal do Brasil. Jacqueline é brasileira e mora em Genebra há mais de vinte anos, sempre envolvida com cultura e literatura. Além de expositora, ela também promove a revista eletrônica Varal do Brasil – literário sem frescura!, que divulga milhares de escritores.A nova edição do livro “Abre a Boca, Calabar” (Pimenta Malagueta Editora), resultado do concurso literário realizado pela Biblioteca Comunitária do Calabar, foi lançada em 2012 na sede da instituição, em Salvador-BA. Nas edições de 2009 e 2010, o projeto foi idealizado e patrocinado pelo jornalista e escritor Valdeck Almeida de Jesus, que continua incentivando a iniciativa. Em 2012 a publicação recebeu apoio da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), por meio do edital Calendário das Artes. A obra prestigia jovens do bairro Calabar e reúne os 50 autores que participaram das edições anteriores.

Escritores do livro

A edição de 2012 tem poemas de: Amanda Beirão, Ariana Santos Veloso de Jesus, Bruna Santos de Jesus, Caique Neri Brito, Caissa Pita Vasconcelos, Cauan Roque Almeida dos Santos, Crislanda Neves, Eberton de Jesus, Ester da Silva Moraes, Fabio Neves Conceição, Felipe Silva Beirão, Gilson Assis, Iradir Pereira da Silva, Isla Gabriele Santos de Oliveira, Janaina Bonfim dos Santos, Joyce Regia Dias da Silva, Julia Reis Bispo dos Santos, Jussara dos Santos, Kevin Carvalho dos Santos, Keyla Trigueiros Rodrigues dos Santos, Leonardo Conceição, Lucas Santos da Silva, Lucilene Lima Pires, Luís Henrique Beirão Santos, Luís Maurício dos Reis Soledade, Marcos Peralta, Joara Ledoux, Marcos Vinicius, Maria do Carmo Abade Bento, Maria Luiza Lacerda, Mel Oliveira, Milena Borges dos Santos, Nadson Almeida Beirão, Nicolas Dias da Silva, Nubia Trigueiros Rodrigues, Rafael Beirão Dantas, Rafaela Beirão Dantas, Raiane Beirão Dantas, Rayla Bispo Nascimento, Rebeca Trigueiros Rodrigues dos Santos, Robespierre Dantas, Rodrigo Rocha Pita, Samuel dos Santos Moraes, Tacila Cerqueira, Tainá Silva, Talita Trigueiros Rodrigues dos Santos, Tamires Araujo, Tarcisio Trigueiros Rodrigues, Tayná Trigueiros Rodrigues e Wesley dos Santos Lopes.PRÊMIO VALDECK ALMEIDA

O livro contém poemas de 122 poetas do mundo inteiro, a maioria de brasileiros que participaram do concurso “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus 2012″. A ideia do concurso surgiu em 2005, por iniciativa dO jornalista e escritor Valdeck Almeida, que escreve desde os 12 anos de idade e só conseguiu publicar o primeiro livro aos 39 anos. O projeto tem apoio do Plano Nacional do Livro e Leitura, que divulga a iniciativa no site oficial. O núcleo baiano da União Brasileira de Escritores-UBE, também dá apoio de divulgação ao projeto.A edição 2012 traz poemas de autores brasileiros e poetas do Japão, Suíça, Inglaterra, Estados Unidos e Portugal. Os dez primeiros colocados foram 1º – Vai, Carlos, vai ser Drummond na vida (Ana Claudia de Souza de Oliveira); 2º – Memórias póstumas de Quincas Borba (Edweine Loureiro); 3º – Vida dura (Éber Sander); 4º – Um desconhecido no canto da sala (Simone Pessoa); 5º – Um Brasil apaixonado por futebol (Arai Terezinha Borges dos Santos); 6º – Monólogo da solidão (Nubia Estela); 7º – Lembranças (Renata Paccola); 8º – Delírios de um Poeta em Desamor (Rossandro Laurindo); 9º – O devorador de livros (Ana Lucas); 10º – É assim, Fulano (Flávia Brito). Os jurados escolheram, também, menções honrosas: Incubus (Ana Claudia de Souza de Oliveira); Crônica de um Fygura (Nádia da Rocha Ventura); O amor de Cler (Expedita Gomes de Araújo); A cigarra e o poeta (Zelito Magalhães); O Macondo de Gabriel García Márquez (Viviana Carolina Mendez Rocha Podlyska); Copa 2014 no país de Jorge Amado (Terezinha Santos de Amorim); A Realidade (Sandro Sussuarana); A intenção (Osmar Santos); A Cidade dos Errados (Marcelo de Oliveira Souza); A menina do raio de sol (Mano Kleber). A lista completa de todos os selecionados está neste link do site Galinha Pulando.