Ano passado eu celebrei na fanpage, na comunidade e pra quem mais quisesse ouvir, o lançamento de O Livro Sem Figuras, de B. J. Novak, pela Editora Intrínseca aqui no Brasil. Eu acompanho o trabalho de Novak desde The Office e quando vi o primeiro trailer, já fiquei muito ansiosa para saber quem o traria pro Brasil.

O livro foi lançado no primeiro semestre de 2015 e, graças à nossa parceria com a Editora Intrínseca (olha o selinho ali ao lado), nós ganhamos um exemplar para contar pra vocês se o livro é tão engraçado assim mesmo.

Não é. É muito melhor do que o trailer.

Todas as vezes que vamos a uma livraria, Benjamin acha esse livro e me coloca pra ler para todas as crianças presentes. Ele já sabe o livro decorado (inclusive as palavras inventadas escritas na contracapa) e fica murmurando comigo, mas mesmo já tendo lido centenas de vezes – e eu não estou exagerando – ele sempre cai na gargalhada, assim como as crianças da recém-formada platéia. (Ele agora está tentando me convencer a gravar snaps lendo o livro – eu estou tentando convencer a ele de fazê-lo).

Eu adoro ler para crianças, particularmente para meu filho. Invento vozes para os personagens, acrescento inflexões, viro a performática. Mas confesso que às vezes, com livros ilustrados, a necessidade de interpretação na leitura pode se tornar um pouco secundária: a criança obviamente vai olhar mais para a figura colorida do que para o adulto. É a ideia, afinal,

Por isso O Livro Sem Figuras é tão fantástico. Ele exige essas inflexões, vozes e expressões faciais. É uma experiência a ser compartilhada entre adulto e criança que exige atenção e participação de ambos, porque o livro é um diálogo entre o leitor e o ouvinte. Ele pergunta: “Eu preciso mesmo continuar lendo?” o que mantém a atenção das crianças e a hilaridade ao submeter o adulto a falar coisas como “Eu sou um tamanduá robô”.

Não é um livro cheio de botões que produzem sons, ou personagens conhecidos, ou pop-ups magníficos. É um livro: capa dura, papel, letras. Sem figuras. Que exige mais dos adultos, mas extrai muito mais das crianças, até mesmo as mais novas. Item de primeira necessidade em qualquer biblioteca infantil.

Hoje é o Dia do Livro e não poderíamos passar em branco. Juntamos a nossa patota oficial (Pac Mães e Pac colaboradoras) pra contar sobre os nossos livros do coração da forma que a gente mais gosta: fazendo uma listinha <3

“Minha escolha de livro favorito é um clichê total, um clássico, mas é uma série que me marcou profundamente. Como não amar As Brumas de Avalon? Como não amar Morgana, Igraine, Viviane, Morgause, e até mesmo Guinevere? Uma história sobre mulheres fortes e maravilhosas, escrita por uma mulher (Marion Zimmer Bradley), mostrando sob uma perspectiva feminina a lenda do Rei Arthur. Magias, sacerdotisas, rituais, cultos pagãos, fadas, druidas, bruxas, a religião da deusa, uma história fantástica e uma narrativa tão envolvente e que flui tão bem que você simplesmente não consegue largar os livros. Destaque para a disputa entre a detestável Guinevere e sua força cristã em total oposição à Morgana, as maravilhas de Avalon e o paganismo. Indico fortemente para mulheres de todas as idades, da adolescência à vida adulta. Por tratar de muitos aspectos da maternidade, indico especialmente para as mães. Aproveite que a coleção está sempre em promoção nos Submarinos da vida e sempre rola comprar a série toda por 30 pilas.

No momento os livros favoritos do Samuel são, com certeza, os da série O Diário de um Banana (Jeff Kinney). Ele acabou de ler o quinto livro da série e já está me pedindo diariamente pelo próximo volume. Não vou dizer que acho a leitura mais perfeita e nerd do mundo, mas, não tenho preconceitos e acho que o importante é gostar de ler. Ele ama o personagem principal da série (Greg), é quase como um amigo ou alguém com quem ele se identifica muito, o que sempre acontecia muito comigo quando criança. Outra coisa legal é que, pela primeira vez, o interesse dele pelos livros foi totalmente espontâneo, não palpitei nem indiquei nada, ele mesmo quem viu a série na livraria, pediu para que eu comprasse. Bem legal!“.

“O livro da minha vida é a série Harry Potter pq crescemos juntos, né. Li o primeiro aos 11 anos e o último aos 20, passando pelas mesmas coisas de Harry. Eu costumava ler muito, hoje tenho lido pouca coisa além de quadrinhos. Na época, eu tinha uma amiga na escola lendo, nós éramos boçais pq líamos mais do que todos os outros, aí cheguei na casa do meu avô e esse livro tava lá. Minha tia falou “quer? Comprei pra ver se sua prima pegava gosto por leitura mas ela não gostou, pode ficar” Nossa, eu li na mesma noite, em uma sentada só. O segundo livro quem comprou pra mim foi a minha mãe. Ele foi lançado no mesmo ano, eu nem sabia, nem acompanhava lançamentos e coisas assim, fomos ao shopping e tava lá estande, vitrine decorada, aquilo tudo, eu implorei pra minha mãe (era meio caro na época, acho que pagamos uns 27 reais em 2001 que hoje seriam uns 45) e ela me deu, foi aí que comecei a seguir e acompanhar os lançamentos.

Exemplar da Nanda. Primeira edição, pelo que consegui inferir, é de 2001 pq foi o ano que foi lançado aqui no Brasil, mas não tem isso escrito no livro.

tão antigo que o Draco tinha sido traduzido como Drago

Estou lendo Harry Potter com Benjamin porque ele finalmente está conseguindo ler livros sem figuras, mas eu não diria que é seu livro favorito. o das últimas semanas é o Pequena Gotham que eu resenhei aqui, se ele tá entediado eu digo “pode ler pequena Gotham, eu deixo” (o que é mentira pq o livro já mora na estante dele, eu não tenho que deixar nada) e ele corre pra ler.

“O meu livro do coração é Cem Anos de Solidão do Gabriel Garcia Marquez. Li em uma época difícil, de redescoberta interior e o livro foi meu apoio, lembro que lia e relia algumas vezes o mesmo trecho e pensava “eu preciso reler e decorar essa preciosidade, o mundo precisa conhecer esse tesouro” rs. Comprei o meu exemplar em um sebo, é de 1900 e tralalá, capa dura e isso só aumenta ainda mais o valor sentimental.

Na minha adolescência, gostei bastante de Feliz Ano Velho e Blecaute, os dois do Marcelo Rubens Paiva, livros gostosos de ler, sem pudor, aquilo nos meus 16 / 17 anos foi o máximo, tenho eles até hoje.

Marco começou a ler bem direitinho agora, está começando a flertar com Harry Potter. Mas o primeiro livro que lemos juntos foi o Pequeno Príncipe, contei um pouco sobre ele aqui.”

“Meus livros favoritos quando criança eram os dos Karas, do Pedro Bandeira (não eh meu parente xD). Depois de adulta é difícil escolher. Demorei pra ler HP, Silmarillion (amei mais que Senhor dos Anéis) etc.. Acho se for pra escolher, eu diria Guia do Mochileiro das Galáxias.

Estou me sentindo a menas da leitura infantil. Até agora não li muita coisa pro Lucas, mas ele gosta de um livro em inglês chamado “Brown Bear” (do mesmo autor de Very Hungry Catterpillar, muito fofo)!
E ele tem um travesseiro-livro com a história dos três porquinhos, Pinocchio e João e o pé de feijão. Bem genérico, mas ele adora a história dos três porquinhos ^^”

“Meu livro preferido… Que difícil!!!!…Livro adulto: Clube da Luta – Ótima reflexão sobre o modo como vivemos a vida nessa sociedade maluca e consumista. Nesse caso tenho que dar o braço a torcer: O filme é tão bom quanto o livro! Livro juvenil e cheio de reflexões filosóficas “Momo e o Senhor do Tempo” e “História sem fim ” ambos do Michael Ende, são livros profundos, toda vez que leio eu fico viajando. No livro da Momo, há uma bela crítica a sociedade capitalista- industrial, criação de crianças, perda da infância, consumismo desenfreado e o sentido da vida. É de tirar o fôlego. É incrível e o livro é de 1973! O mais engraçado é que o autor é alemão, ele é super famoso aqui (Joyce mora na Alemanha). Filmes nunca retratam direito livros, isso é um fato, no caso do livro “História sem fim” não quero nem mencionar…o livro é extremamente filosófico, conta a história de alguém em busca de si mesmo, daria um tratado de psicologia, é cheio de metáforas…lindo, lindo, lindo!

Livro preferido da Alice: “O Grufalo” e “O filho do Grufalo”, cada vez ela tem um preferido, mas nunca esquece desse adorável Monstrinho. Perdi a conta de quantas vezes eu li e de quantas vezes ela assistiu os dois curtas-metragem.

“Meu livro amado: As Brumas de Avalon, sempre achei Morgana a mulher ideal. A representaçao da Deusa. Já li milhares de vezes, e nada pode me definir mais que suas fases. Pedrinho ama o Menino Maluquinho, eu lia todos os dias qndo era criança, longe dos remédios de adestramento que hoje é moda, o menino maluquinho é apenas uma criança normal, com muita energia. Se fosse hoje na vida real ele seria diagnosticado como hiperativo , ou qqr outra coisa idiota.

A Luiza leu várias e várias coleções, ela é a mais leitora aqui de casa, em média 30 livros ao ano (haja dinheiro). Tem uma série que se chama Poderosa, onde a personagem principal, Joana Dalva (quase Joana Dark, de propósito) está passando por uma serie de problemas na adolescência, incluindo separação dos pais. Até que um dia descobre que tudo que escreve no seu diário com a mão esquerda vira realidade. Ela tem q administrar esse poder… E é fantástica a sacada para abordar os conflitos da adolescência.”

“Eu leio muito, se ficar sem ler uns dias entro em parafuso, e sou dessas que precisa ler todo dia. Atualmente eu leio tomando café, no sofá, enquanto Mona assiste Pocoyo. Graças a Odin ela está começando a enjoar, mas infelizmente isso compromete a minha leitura também. De um capítulo passei para algumas páginas, mas como eu até leio bem rápido dou conta rápidos de leituras que não sejam muito técnicas ou complexas.Atualmente estou lendo O Guerreiro Pagão, livro 7 das Crônicas Saxônicas do Bernard Cornwell. Meu livro favorito, se eu for listar um, é Os Despossuídos, da Ursula K. Le Guin.

Eu confesso aqui que ainda não criei o hábito de ler com Mona… ela é muito novinha, nem tem 2 anos ainda, e muito inquieta. Vez ou outra eu leio com ela aqueles livrinhos sensórios, os que ela tem são de bichinhos, muito fofo. Mas acho que já está chegando a hora de começar a investir em historinhas, ela sempre me vê lendo e fica curiosa, mas ainda é meio mão pesada com livros mais delicados ainda, tadinha.”

E vocês, tem algum livro favorito? Contem pra gente 🙂

Agora que a 5ª Turnê Intrínseca acabou em todo o país, eu posso contar tudo sobre a apresentação sem dar spoiler. A Turnê Intrínseca é um evento organizado pela nossa editora parceira para apresentar os lançamentos do ano. Nós fomos no ano passado e amamos tanto que imediatamente pulamos no bonde das parcerias porque a equipe editorial da Intrínseca é realmente incrível e cuidadosa. Esse ano eu acabei indo sem a criança porque era um evento à noite, longe de casa e durante a semana, e como eu fui como blogueira, precisei chegar um pouco antes, o que ia deixar a parada cansativa demais pro pequeno.

Foi bom que ele não estivesse comigo, porque eu dei vários surtos de fangirl ao ouvir os lançamentos da empresa. Eu estava fazendo um live-tweet do evento, além de ter postado algumas coisinhas no Instagram, mas preciso registrar aqui, de forma menos efêmera, o que a Intrínseca está trazendo para esvaziar nossos bolsos e encher nossas estantes esse ano. Lembrando que tem muita coisa, mas eu vou focar nos livrinhos nerds que me fizeram dar pulinhos de alegria (e usar muito, muito caps no Twitter).

A turnê foi aberta com o anúncio de Eu Sou o Peregrino, um calhamaço de quase 700 páginas escrito por ninguém menos que Terry Hayes, o roteirista dos dois primeiros filmes de Mad Max. Lançado no começo de abril, o livro é um thriller de ação e aventura que já está virando filme. Eu fiquei super curiosa pra ler, porque amo livros (e filmes) que não nos permitem respirar (tipo Mad Max).

Aí veio ele. S. O misterioso livro-aventura de J. J. Abrams (sim!) e Doug Dorst que merece o Oscar da editoração por proporcionar mais do que um livro, mas uma experiência literária única S. foi lançado no final do ano passado e, como custa um pouco caro (R$99,90), teve uma tiragem limitada. Desnecessário dizer que ele esgotou e em breve deve chegar a segunda tiragem nas livrarias de todo o país.

Meu primeiro gritinho veio com Bem Vindo ao Vale da Noite, um podcast estadunidense que é, sem sombra de dúvidas, o meu podcast favorito. É um podcast literário que mistura terror com ficção científica e conta a história de Night Vale (ou Vale da Noite), uma cidadezinha no interior de um país indiscriminado onde teorias da conspiração se tornam realidade. Se vocês ainda não conhecem o podcast, corram para escutá-lo, e se podcast não é sua mídia favorita, pode comprar o livro porque a escrita de Joseph Fink e Jeffrey Cranor é muito, muito boa. O livro chega em junho às livrarias.

Há algum tempo, a Intrínseca vem lançando (e relançando) obras de Neil Gaiman aqui no Brasil. É deles a edição do discurso Faça Boa Arte e de O Oceano no Fim do Caminho, romance autobiográfico desse escritor que está no panteão nerd por obras como Sandman, Deuses Americanos e o lançamento do ano da Intrínseca Lugar Nenhum. Esse livro já foi lançado no Brasil, mas a edição trazida pela editora é a Edição Preferida do Autor, ou seja, o equivalente literário da versão do diretorLugar Nenhum é um livro incrível e eu mal posso esperar para ver como Gaiman realmente gostaria que nós tivéssemos lido desde o começo, mas vou ter que esperar até junho, quando a edição da Intrínseca chega às livrarias.

Falando em Neil Gaiman, uma de suas melhores amigas também está chegando ao Brasil pelas maos da Intrínseca: Jenny Lawson, também conhecida como The Bloggess, também conhecida como a melhor blogueira do universo. Ela publicou seu segundo livro, a autobiografia Alucinadamente Feliz no ano passado e no meio de abril ele estará na minha estante. Esse lançamento foi o que me deixou mais feliz porque a Jenny sofre de uma série de transtornos mentais, como depressão, e seus posts ajudam bastante a tirar o estigma dessa doença. A melhor parte? ELA ME DEU RT.


Já que estamos tratando de estigma e doenças, esse ano foi lançado O Universo Numa Casca de Noz, o livro não ficcional de Stephen Hawking, um dos físicos mais brilhantes de todos os tempos, também conhecido por cameos em programas como The Big Bang Theory. Sim, é aquele da cadeira de rodas e da voz robótica. Pois bem. No livro, ele explica teorias do tempo e espaço de forma extremamente didática para pessoas como eu. Essa edição foi lançada em fevereiro, então já está nas lojas.

A Intrínseca também está lançando a edição mais absurdamente linda de Cidade dos Etéreos, um livro que é continuação do Orfanato de Ms. Peregrine Para Crianças Peculiares, que vira filme esse ano com a diva Eva Green. A edição tem capa dura e sleeve, aquela capinha ilustrada que solta do livro. Orfanato não foi lançado originalmente no Brasil pela Intrínseca, mas todos aguardamos ansiosos essa edição maravilhosa também. Outro livro que a Intrínseca também relançou no Brasil é Orgulho e Preconceito & Zumbis, que também virou livro esse ano.

Aí fomos para os lançamentos infanto-juvenis. Eu reclamei que a Intrínseca tem poucos livros infantis, apesar de ter lançado um dos melhores livros infantis de todos os tempos: O Livro Sem Figuras. Eu já contei no Snap, no Instagram e falo pra quem quiser ouvir o quanto amo esse livro, então achava que seria um pouco difícil superar o lançamento dele – que foi no ano passado.

Pois bem. A editora tem realmente poucos livros para leitores pré-escolares ou não-alfabetizados, mas os que tem: uau. Peter Brown, o autor de Minha Professora é Um Monstro (que está aí na foto) voltou à Intrínseca em janeiro com o fofíssimo Sr. Tigre Solto na Selva, um livro que, típico de Brown, explora questões como convenções sociais, preconceitos e absurdos através de ilustrações lindas e uma história divertida. Em breve devemos fazer a resenha do Sr. Tigre no snap e no Instagram, então fiquem de olho.

Se para os pequenos leitores não tem tanta oferta assim, para leitores a partir de 8 anos a Intrínseca caprichou. Os Irmãos Tapper Declaram Guerra (Um Contra o Outro), escrito por Geoff Rodkey conta a história de dois irmãos que começam uma briga enorme na escola. Rodkey foi roteirista de filmes como A creche do papai, então já dá pra imaginar o quão divertido e engraçado esse livro é, cheio de piadas escatológicas e uma visão condescendente de adultos (retratados a partir mensagens de textos trocadas entre celular). O livro foi lançado em março e parece excelente para crianças que começam a demonstrar interesse em ler sozinhas.

Caçadores de Trolls é um livro escrito por Guillermo del Toro e Daniel Kraus, o que deveria te dizer tudo, porque o Del Toro é roteirista e diretor de filmes como O Labirinto do Fauno. O livro, que chegou às livrarias em dezembro de 2015, tem essa mesma aura mágica e misteriosa dos principais trabalhos do Del Toro, que mesclam o medo juvenil e as criaturas que esse medo torna reais. É indicado para adolescentes.

O último livro é aquele que parece ser a menina dos olhos da Intrínseca e que me fez ter a certeza de que eles não estão somente preocupados com sucessos de vendas, mas com a qualidade e as mensagens que seus livros passam aos leitores. Simon Vs. a Agenda Homo Sapiens conta a história de dois amigos virtuais que estudam na mesma escola, mas só conhecem na internet. Os dois são gays e essa questão é abordada de forma muito sensível, com Simon questionando “por que eu devo confessar para minha família que sou gay quando quem é hétero não precisa fazê-lo?” Esse tipo de leitura é exatamente o que eu gostaria de ter lido quando era adolescente e o que eu espero que meu filho cresça lendo. O livro é escrito pela iniciante Becky Albertalli então por favor: incluam na sua lista de mulheres a serem lidas no ano.

Claro que eu fiz um resumo com destaque para os livros que têm mais a ver com o Pac Mãe, mas tem muitos, muitos lançamentos legais. Lembrando que a Intrínseca é quem publica os livros do Rick Riordan (de Percy Jackson), da JoJo Moyses e até de Crepúsculo e 50 tons de cinza, se for do seu gosto. Eu ganhei um livro muito fofo no sorteio da Turnê: um romance de época chamado O Miniaturista, escrito por Jessie Burton e terminei de ler em 2 dias, que também faz parte do catálogo de lançamentos de 2016.

Como eu disse no Instagram, é incrível ver a capacidade de mobilização que a Intrínseca tem em todo o país: levar um público enorme, em sua maioria jovem, para ouvir falar sobre… Livros! Nós adoramos ser parceiras da editora e esperamos acompanhar todas as Turnês de agora em diante.

Há muitos anos atrás, um livro fez muito sucesso.
A premissa dele era que todo mundo é incompetente.
Um sujeito começa a trabalhar numa firma e é muito bom no que faz. Então ele vai sendo promovido até um cargo no qual ele não é bom o suficiente. Ou seja, se torna incompetente para aquele cargo. E fatalmente estaciona nele, não sendo mais promovido.
Ultimamente tenho lembrado bem dessa idéia mas sendo aplicada na vida emocional.
Como a gente entra em roubadas emocionais sendo tão competente emocionalmente?
A resposta é simples.
A gente não conhece nosso limite de competência até ultrapassá-lo.
Então, determinadas situações e atitudes só vão se mostrar inadequadas para nós depois que a vivemos a primeira vez. Antes disso, a gente nem poderia imaginar o quão tal coisa nos faria mal sem antes experimentar.
Assim, eu entendo relacionamentos abusivos que começam como quem não quer nada, amizades que te sugam sem a gente se dar conta.
Mas eventualmente, a gente se toca e percebe nossa incompetência para lidar com a coisa/pessoa/situação.
E quando nos tocamos…. Opa!
Ou você aprende a lidar com o negócio, ou está fadado a ficar paralisado nessa situação. Como o cara da firma que chegou numa posição e se mantém incompetente para ela.
Eu estou falando de competência emocional para lidar com fatos e pessoas.
Tem gente que prefere ficar incompetente. Esses deveriam se restringir às situações
que dominam para se ferir menos e causar menos estragos por onde andam.
E, felizmente, tem aqueles que se superam.
Percebem e reconhecem a incompetência e trabalham ativamente para melhorar e não ser mais incompetentes. Eu admiro essas pessoas e desprezo aqueles que não querem melhorar.
E você? Já chegou no seu grau de incompetência?

O Anjo

Minha vida estava vazia
Onde estava meu amigo
Onde havia se escondido
Quando eu o veria?

Estava meio perdida
Qual era o sentido da vida
Meu amigo tinha partido
Como é que eu ia viver

As coisas andavam estranhas
As piadas não tinham graça
As tristezas eram maiores
A minha dor, uma das piores

Eu vivia me perguntando
Porque Deus assim tinha agido
Com tanta gente no mundo
Foi levar logo, meu amigo

Será que ele não sabia
Que ele era meu consolo
Que igual nossa amizade
Nenhuma outra existiria

O tempo foi passando
A saudade ia crescendo
A dor sempre aumentando
A solidão me acompanhando

E foi num momento assim
De profunda dor e mágoa
Que Deus mostrou pra mim
O que eu não tinha entendido

Com os olhos rasos d’agua
Eu consegui perceber
Que o vulto que me acompanhava
Era o amigo tão querido,
Que eu jurara perder

Deus não o tinha levado
Apenas de asas, o tinha dotado
Ele agora era meu anjo
Isso eu deveria saber

Iara Gonçalves

Lembra de Mim

Lembra de mim,
Quando andares por estes caminhos
Cobertos de flores
Com aroma de carinhos

Lembra de Mim

Lembra de mim,
Quando andando por ai
Veres alguém rindo
Com lágrimas correndo na face

Lembra de mim,
Lembra que também
Já rimos assim
Lembra de mim,

Quando te sentires sozinho
Quando estiveres carente
Lembra de mim,
Do meu carinho

Lembra de mim,
Mesmo que isso
As vezes te pareça estranho
Lembrar de mim assim,

Sem motivo,
Até mesmo sem querer,
Não importa, somente
Lembra de mim!

Dizem que o poeta tem mania de ser triste, adora falar em solidão. Mas que culpa tem o poeta, se os poemas mais bonitos nascem na saudade, ou numa grande desilusão. Sou poeta sim, mesmo que as vezes negue, ou até tente acabar com a poesia que mora em mim.Existe aqueles dias, que a brasa vira fogo, e não posso mais negar, que para mim sempre é mais fácil escrever do que falar. Sou poeta sim, e por ser só sentimento e viver com o coração, também sei não ter direito de transformar em poesia, toda a dor que há em meu peito. Por isso meus poemas, talvez aqueles mais profundos, nasçam em momentos assim, quando o poeta sufocado, já morto de cansado, sobreviva até a mim.

E escondendo endereços, sobrenomes e nomes afins, faz em mim as poesias mais bonitas que conheço. Mesmo que eu insista, em deixar bem escondido, no meu peito reservado, no coração entristecido, a saudade que habita em mim.

Oi amigo, eu falei que seria difícil esses primeiros encontros que não podemos evitar, essas reuniões de família que nos obrigamos a ir (eu me obrigo pelo menos), esses momentos que estamos lado a lado fazendo de conta que nossa amizade sempre foi assim. Uma coisa qualquer, marcada por um sentimento qualquer, como essas amizades que existem por aí, dos colegas e conhecidos, que perguntam se tudo vai bem somente por costume, sem nem importar ou mesmo ouvir o que o outro tem a dizer. Eu disse que não seria fácil esses reencontros assim, mas na verdade não pensei que seriam tão dolorosos também.

Oi Amigo - Poema

Analisando bem, como é fácil fingir que nada aconteceu, que na verdade uma amizade verdadeira nunca existiu. Ficamos assim, de longe vendo o outro rir e conversar, e mesmo sem querer acabamos pensando. É, na verdade eu fui somente mais um, alguém que passou e com certeza deixou poucas marcas a lembrar, poucos momentos que tenham valido a pena, e foi pouco o sentimento que plantei em teu coração. Eu sabia que não seria fácil, mas nunca imaginei que pudesse ser tão difícil assim, ás vezes me bate aquela vontade de procurar você, mesmo que seja só pra rir de novo, mesmo que seja para por alguns momentos ter a impressão que nada mudou, que nossa amizade continua eterna e a vida não nos distanciou. Mas sei amigo, que isso não adianta, seria somente reviver o sofrimento que hoje ainda dói, mas já sangra menos em meu coração.Enfim amigo, se assim é a vida e se é necessário que aprendamos com nossos erros, eu te digo que muito aprendi, agora só me resta decidir. Se procuro outro amigo, e ofereço a ele amizade que vaga em meu peito ou se fico na esperança que voltes aqui e peças de volta o que é teu por direito.

Te queria como amor,
Me querias como amigo

Te queria como amor,
Fui paciente, consciente
Dei a ti minha atenção
Te entreguei meu coração

Mensagem para Amigos

Fui amigo, companheiro
Fui silêncio, fui parceiro
Fui soneto, poesia,
Fui sonho, utopia

Te queria como amor,
Me querias como amigo,

Fui vencido, destruido,
Fui lágrima,
Sonho perdido,
Desisti do sentimento,
Quase até morri por dentro.

Te queria como amor
Me querias como amigo

Enfim me dei por vencido,
Me afastei, desisiti,
Doía mais que pensas,
Ficar tão perto de ti

Fechei meus olhos
Aposentei meu sentimento
Numa luta muito longa
Te tirei do coração

Te queria como amor,
Me querias como amigo,

E depois de muito tempo,
Agora voltas aqui
Mas enfim, eu decidi
Já chorei, sofri por ti.

Se não posso ser amor,
Não me basta ser amigo.