As crianças que já curtiam passear na Bienal Internacional do Livro de São Paulo antes, vão gostar ainda mais da 24ª edição! O evento que acontecerá entre 26 de agosto e 4 setembro de 2016 contará um espação exclusivo só pra elas. E melhor, é um espaço em homenagem à Turma da Mônica!

Num evento essa semana lá na MSP, nós vimos em primeira mão o projeto do espaço e posso contar que tá muito lindo e cheio de coisas diferentes pra fazer.

Os visitantes serão recepcionados por uma Mônica de 3 metros de altura e já na fila, poderão deixar seus desenhos nas paredes. Na primeira atividade, brincarão na área temática “No Mundo das Histórias em Quadrinho”, onde a ideia é se sentir dentro da revistinha, naquele escorregador de rolinhos que quem frequentou o antigo Parque da Mônica, se lembra muito bem.

Adultos e crianças poderão matar sua curiosidade ao observar os desenhistas da MSP trabalharem ali, ao vivo, em um estúdio montado especialmente para a Bienal. Isso é sempre um sucesso e eu posso passar HORAS olhando um profissional desenhar.

Na “Exposição Mauricio 80”, os fãs também vão conhecer a linha do tempo com os melhores momentos da vida de Maurício de Sousa vendo objetos que pertenceram a ele quando era um jovem desenhista, como sua primeira prancheta, da década de 60.

E uma novidade será lançada neste espaço que com certeza será um sucesso. As crianças (e adultos, claro :P) vão poder fazer seu avatar personalizado e um cartaz gratuito que será impresso na hora! E quem quiser comprar, a Editora Eu no Livro estará vendendo os livros personalizados com esses avatares. Então você pode levar pra casa a história “Turma da Monica e Bia” <3    Não é demais? Vai custar R$39,90 e eles juram que fica pronto rapidinho.

Claro que no final, tem o espaço da Editora Girassol, com livros e gibis da turminha. 🙂

E agora, um servicinho básico:
Ingressos

Os visitantes podem fazer a compra antecipada pelo site http://www.bienaldolivrosp.com.br, ou pontos físicos da Tickets For Fun. Até 25 de agosto, serão disponibilizados três pacotes com descontos especiais:

  • Pacote Galerinha: Compre 10 ingressos meias-entradas e ganhe 10% de desconto;
  • Pacote Galera: Compre 5 ingressos inteiros e ganhe 20% de desconto;
  • Pacote Família: Compre 3 ingressos inteiros e ganha 10%.

Compras pelo site: http://www.bienaldolivrosp.com.br

2ª feira a 5ª feira: R$ 20,00

6ª feira a Domingo: R$ 25,00

Meia-entrada: Estudante / Funcionário SESC SP e matriculados no SESC SP credencial plena

Menores de 12 anos e maiores de 60 não pagam ingresso

Pontos de vendas

Primavera Literária, que acontece em São Paulo, terá stands de 31 editoras que oferecerão mais de mil títulos dos mais variados gêneros literários com descontos de no mínimo 20%, além de mesas de debates, declamação de poesias e show do grupo “Saco de Gatos”. Uma novidade é o Espaço Leiturinha. A marca, um clube de assinaturas voltado para literatura infantil, organizou um lounge para a promover a interação entre os pequenos e seus pais.

O Espaço contará com diversos títulos infantis e infraestrutura para este momento em família, além de apresentação de peças teatrais, contação de histórias para crianças e lançamento de livros.

A Primavera Literária é promovida pela Liga Brasileira de Editoras (Libre) e acontece nos dias 26 e 27 de novembro, das 9h30 às 17h30, no Parque Villa Lobos, em Pinheiros, São Paulo.

Veja aqui a programação completa do evento.

Eu sempre falo que a vida da gente é uma montanha-russa.

Acho que ninguém pode dizer que não é isso.

Mas o detalhe dessa montanha-russa é que a gente pode se divertir no trajeto todo, tanto na subida como na descida.

É difícil se manter feliz e se divertir quando estamos no baixo, por baixo.

Mas a gente não pode esquecer que passa.

Tudo passa.

E depois que passa, corremos atrás do prejuízo.

Toda recuperação de uma baixa é lenta como a subida do carrinho na montanha-russa.

Aceitar a vida é aceitar esse sobe e desce constante.

Ou seja, vamos relaxar nesses movimentos. E compreende-los é passar mais sossegadamente pela vida. O stress diminui se não opomos resistência.

São Francisco Xavier é um microcosmo onde todos os acontecimentos do resto do Brasil se repetem em escala.

Na entrada da minha rua havia um grupo de casinhas penduradas na margem do Rio do Peixe, ao lado da estrada para a cachoeira municipal e com um grande morro bem na frente. Morro esse onde eu moro do outro lado.

Esse grupo de casinhas era chamada de “favelinha”. Nem preciso explicar porque.

Pessoas compraram seus lotes na favelinha e construiram casas há dezenas de anos.

Com o tempo, o rio foi comendo a fundação das casas e o esgoto delas caía diretamente nele.

O morro em frente desabava e escorregava terra cobrindo a estrada e ameaçava soterrar as casinhas.

O único problema habitacional de São Francisco era a tal favelinha.

Muitos moradores não queriam morar mais lá com suas casas rachadas e o medo do soterramento.

Uma noite, numa chuva forte, o morro despencou e chegou a cobrir o orelhão em frente.

A defesa civil de São José dos Campos foi acionada e a sentença foi firme: eram casas impróprias para ocupação.

Alguns moradores foram ficar com parentes, outros queriam sair mas não tinham aonde ir e uns poucos não queria se mudar.

A prefeitura de SJC começou a providenciar a construção de um núcleo habitacional para essas pessoas. Porém, elas não queriam se mudar para longe do centro de SFX. Havia apenas um terreno no centro que comportava as novas casas e era do estacionamento da companhia de ônibus.

A prefeitura resolveu desapropriar o tal terreno e o dono, claro, brigou bastante.

Mais de ano demorou até o terreno passar para a prefeitura e enquanto isso os moradores da favelinha continuaram a viver com medo de um soterramento iminente ou da queda das casas no rio.

Quando se iniciou a construção das novas casas, bem no centro de SFX, nova queixa dos moradores: a prefeitura iria vender cada casa por 8 mil reais para serem pagas como eles pudessem. E muitos se recusavam a pagar pelas novas casas porque já tinham pago pelas casas na favelinha.

Teve um morador, dono do bar da favelinha que colocou como condição que a prefeitura construísse um novo bar no conjuntinho habitacional.

A construção foi rápida.

Conheci as casas novas e as ruas e achei bem legal. Casas de dois quartos, com sala, cozinha, quintal, garagem. Muito boas mesmo. Parecidas com uma casa que eu morei por 7 anos quando me mudei para cá.

Esse processo de mudança dos moradores da favelinha durou uns dois anos.

Agora, entendo que todos estão felizes em suas casas novas. A área da antiga favelinha foi reflorestada depois que tudo foi demolido.

O barzinho está lá, na entrada da rua nova e muita gente frequenta.

Assim, temos o exemplo de pessoas que moravam em áreas de risco e podemos concluir que uma parcela tinha consciência do risco e se mudaria para qualquer lugar que lhes fosse determinado. Outros, preferiam continuar na área de risco desde que fosse bem localizada ao centro da cidade e só aceitaram se mudar quando o terreno no centro foi desapropriado. E uma terceira parcela que não esperou ação nenhuma do governo e saiu de lá assim que pode por meios próprios.

E por que eles moravam em área de risco? Porque era mais barato e melhor localizado que um terreno na roça.

Recentemente eu passei por uma experiência daquelas que mudam a vida da gente. “Life Changing”.

Não foi a primeira vez, então, estou acostumada a reavaliar minha vida e fazer as correções necessárias sem perder muito tempo.

Há anos já aprendi que meu objetivo principal na vida não é exatamente a “felicidade” e sim, a ausência de coisas chatas.

Sem chatices, a vida é boa, leve, tranquila. É mais que feliz, é um estado de paz e harmonia maravilhoso.

A chatice nos atinge de duas formas: tem a chatice externa, que nos vem sem termos controle sobre ela e a chatice interna que é fruto de nossos pensamentos e ações. Nós podemos controlar essa chatice interna.

Acho que os termos médicos para essa chatice interna são neurose, psicose, e coisas do tipo. Para mim, eu chamo de chatice.

Minha missão na vida é diminuir a chatice interna e externa o quanto eu puder.

Reparei que para diminuir a chatice interna é necessária muitas vezes uma postura de não-ação. De não ceder àquela vozinha dentro da minha cabeça que morre de vontade de ver o circo pegar fogo. Mas aprendi a prever as consequências de ir conforme meus instintos chatos e garanto que saio ganhando se ficar na minha.

Já em relação a chatice externa, a postura varia um pouco. Se algo me chateia eu tento eliminar da minha vida. E vou resolvendo os problemas de acordo com seu aparecimento.

A chatice externa é diferente da chatice interna porque a chatice que vem de fora não é nossa. É do outro. Assim, eu devolvo para o outro sua chatice. Não guardo para mim, não deixo que ela me envenene. Dou o famoso feedback e passo de volta como uma batata quente que eu não quero segurar. Acho fundamental a gente expressar nossa chateação.

Isso vale para tudo. Desde um serviço contratado mal feito, uma pessoa que invade nossos limites, tudo.

A arte é saber se expressar. Como, quando, de que forma. Eu me expresso e não guardo. Porém, a própria expressão pode levar a chatices maiores, daí, eu uso meu diário, meu blog, um ouvido amigo.

O silencio também é uma forma contundente de expressão de desagrado.

Bem, mas tudo isso eu já fazia antes.

O que mudou então nessa última experiência de “mudança de vida”?

Situações como eu passei dão uma sensação de vitória, de força e de auto-suficiência muito grandes. “Eu consegui!” E o resultado disso é que eu passei a cagar e andar para os outros e para as coisas muito mais do que eu já fazia antes.

Se eu era um cavalo cagando e andando, hoje sou um elefante cagando e andando.

A contrapartida é que minhas relações com as pessoas estão mais fortes. Se eu gosto de alguém eu me importo mesmo, porque deixei de me importar com um monte de gente para me dedicar apenas aos que eu gosto.

Assim, se eu me relaciono com você é porque eu gosto de você, me importo e não estou cagando montes para você. Mas se eu não me relacionar com você… Bem, já entenderam.

Eu não tenho tempo, saúde ou paciência para aguentar chatice.

As pessoas olham uma mulher bonita e acham que ela nasceu daquele jeito e simplesmente passa pela vida aproveitando sua beleza.

Ledo engano.

A gente pode até nascer com propensão para ser bonita mas o fato de “mulheres feias” ficarem bonitas desmente que é necessário ter os genes certos.

Ser bonita dá trabalho. Muito.

E isso é que diferencia a bonita da feia: o tempo e dedicação para sua aparência.

Eu acredito que todo mundo é bonito. Só falta a produção certa.

Em primeiro lugar, tem o peso. Ficar acima ou abaixo do peso é feio. Isso, é um fato. Então, começa-se pelo esforço de ter  peso ideal para sua altura.

Em segundo lugar tem a higiene pessoal. Unhas, dentes, cabelos, pele, tudo bem tratado, aparado, limpo, cheiroso.

Em terceiro lugar vem as correções de falhas: arrumar dentes, tratar de acne e vai por aí.

Na verdade a pessoa bonita é saudável e transparece essa saúde.

Com o corpo e anexos em dia, passamos para o guarda-roupa. A mulher bonita veste coisas que a deixam mais bonita. Tem que saber escolher a roupa certa.

Da mesma forma a maquiagem. É para embelezar e não enfeiar.

Tudo isso requer tempo e dedicação. Conhecer o próprio corpo e tirar o melhor dele. Qualquer pessoa pode fazer isso. Mas tem que parar, pensar e se importar com o assunto em vez de reclamar que não é bonita.

Nunca sei que tipo de pergunta vai aparecer por lá.

De vez em quando recebo alguma coisa e não consigo responder imediatamente porque o tal contato me desperta sensações interessantes e eu deixo amadurecer para então, dar minha resposta.

A última que recebi foi uma mensagem curta e grossa: “A nudez: comente.”

Poderia discorrer sobre o que acho da nudez. Assunto interessante sem dúvida, mas o que pegou não foi a concisão da frase e sim esse imperativo: “comente”.

O contato entre as pessoas não deve ser curto e grosso, principalmente grosso.

Eu mesma só sou curta e grossa quando alguém merece porque fez algo para mim que eu não gostei.

Antigamente me chateavam quando eu falava “gostaria”, “queria” como se eu não quisesse mais. Eu pacientemente explicava que estava apenas sendo educada e não usando um imperativo a toa.

Hoje nem explico, se alguém faz menção que estou usando o “gostaria” no lugar do “eu quero”, eu mando fazer. Mando.

Mandar é uma coisa muito desagradável. Mas além de ser educada eu também sei mandar e não tenho problemas com o imperativo: “faça!”.

Como estava dizendo, sou muito tranquila. Eu peço, falo da forma mais gentil possível até a hora que percebo que a pessoa não merece tal tratamento diferenciado. Daí, é “faça já porque estou mandando”.

As relações contém implicitamente um acordo de cavalheiros do que se pode ou não fazer e de como se pede que se faça.

No trabalho, não vou pedir nem vou fazer o que não fui contratada nem o que contratei que fizessem. E atrito aparece apenas se umas das partes não está cumprindo o que foi acertado.

Ninguém tem que me mandar atender os pacientes.

Fora do âmbito profissional, não existem regras escritas do que as pessoas devem ou não fazer pelas outras.

Na verdade acho que ninguém “deve fazer” nada.

A gente faz porque gosta, porque se preocupa, porque quer agradar o outro. E faz também na esperança que um dia façam o mesmo por nós.

Ledo engano.

Fazer algo esperando alguma coisa em troca é uma das maiores furadas. Decepcionante. Simplesmente ninguém vai fazer.

Essa verdade verdadeira dos fatos da vida só alimentam ainda mais nossa individualidade e auto-suficiência. Por um lado é bom e por outro é ruim.

Ao mesmo tempo que aumento minha segurança e proficiência, minhas relações com os outros se diluem e se tornam mais exigentes. Exigentes na medida que não preciso exigir mais nada de ninguém.

Resumindo, eu não gosto que me mandem fazer nada, nem esperem que eu tenha obrigação de fazer nada. Eu não faço isso com os outros e é o mínimo que exijo em troca.

Eu estava indo para o trabalho e na frente da escola percebi no ponto de ônibus, sozinho, um cachorrinho preto minúsculo. Com certeza ele não deveria estar naquele lugar sozinho a não ser que tivesse sido abandonado.

Passei direto com o carro mas não consegui parar de pensar no bichinho durante a tarde toda.

Coisa semelhante aconteceu há 13 anos atrás, quando estava indo para uma reunião de trabalho em São José dos Campos e cruzei numa estrada de terra com um filhotinho preto também minúsculo quase no meio da estrada. Nem prestei atenção à reunião e estava decidida que na volta, ia resgatá-lo.

Foi assim que resgatei a Graça, sua mãe e sua irmãzinha.

Hoje não posso imaginar minha vida sem a Graça, a minha companheira mais fiel e amada.

Treze anos depois, senti a mesma coisa pelo filhote no ponto de ônibus.

Na volta do trabalho pensei: se ele ainda estiver lá, vou pegar.

E estava.

Parei o carro na escola, atravessei a rua e chamei o bichinho escondido atrás do banco.

Era uma femeazinha com uns 2 meses, eu acho.

Coloquei no colo e ela veio sentadinha prestando a maior atenção. Sem medo. Apenas curiosa e contente.

Passamos na loja de ração e comprei o vermífugo e potinhos pequenos para água e comida. Os potes dela.

Apresentar cachorro novo em casa pode ser traumático. Mas eu conheço meus bichos e confio neles que são todos gente boa e não iriam ferir de propósito um cachorrinho novo que eu trouxesse.

Os cachorros antigos da casa querem ter a certeza que minha atenção para eles e meu amor não vai diminuir. Se a gente continua se comportando igual com eles, eles não se importam de dividir um pouco o dono.

Além do mais, era mais um para entrar nas brincadeiras, para interagir.

A Graça, a mais velha, com 13 anos e dor nas costas continuou na rotina dela sem alterar nada. A mesma coisa com o Gigio. Eles estão seguros do lugar deles na casa, na hierarquia e no meu coração. Não vai ser uma cachorrinha pequenininha que vai afetar isso. Como são velhos, não querem brincar e não querem confusão. E a cachorrinha percebeu isso e os deixa em paz.

Joom La, a número 3 em idade, muito mais nova que os pastores, ficou com ciúmes. A cara dela ficou como quando o Pepê apareceu por aqui. Ficou um pouco afastada, rosna para a cachorrinha mas também não resistiu em brincar com ela no gramado. Para mostrar para a Joom La que ela não precisa ficar com ciúmes, agradei bastante e percebo que ela está fazendo a rotina dela de novo, sem se preocupar com a novata.

Pepê era o mais novo. Um meninão. Corajoso, inteligente, amoroso. Muito amoroso. Dá seus passeios pelos sítios vizinhos pulando o muro da garagem. Ele defende a casa, espanta intrusos. E foi criado meio solto, mãe velha tem dessas coisas, eu não tinha paciência para ficar em cima dele então, ele faz praticamente tudo que quer. Isso foi interessante porque ele aprendeu comportamentos com os outros cachorros e não tem medo, não tem traumas, é feliz e acabou ficando muito bem educado. Um cachorro de confiança mesmo. Ele que se interessou mais pela cachorrinha. Ele percebeu que o tempo dele de criança estava passando e que agora era ele que teria que educar a mais nova.

Liliana Jr recebeu esse nome porque eu queria poder dar carinho para a Liliana. Eu estava precisando bem de carinho e compensação por uma infância difícil. E me faz bem cuidar da Liliana, agradar a Liliana, proteger a Liliana, aconchegar a Liliana. Tudo que eu que eu queria que tivessem feito com essa Liliana aqui.

Ela, ao contrário da Joom La que acha que a alfa é a Graça, viu que a mamãe sou eu. E que sua vítima de brincadeiras é o Pepê.

Eu já tive outros filhotes em casa quando eu era mais nova mas por ignorância minha eles sofreram para se adaptar. Muito choro a noite, muita bronca, muito stress para todos.

Liliana Jr é o filhote mais feliz que já vi. Acho que não deu tempo para ela perceber que foi rejeitada e abandonada e logo em seguida foi recolhida por uma mãe carinhosa e num casa grande, com jardim e com irmãozinhos para brincar e nunca ficar sozinha.

Ela está sendo educada e aprende rápido. Já sabe o que é não. Às vezes, não quero ficar falando “não” e só rosno como os outros cachorros para avisá-la que é melhor parar.

Quanta energia!

Ela corre, corre, corre.

Ataca o Pepê se jogando de cima dos móveis.

Ataca minhas pernas e já rasgou meu pijama.

Brinca muito! Na falta de brinquedos para cachorrinhos, serve gravetos que ela leva orgulhosa.

Ela defende o biscoito canino dela com tanta seriedade que nem percebe que os outros são pelo menos 5 vezes maiores que ela. Daí ela chora e vem se esconder comigo. Eu pego no colo, acalmo e logo em seguida ela quer se atirar do colo porque precisa ir resolver algum assunto urgente.

A Zoe e o Tai, meus chow chows que já morreram, demoraram dias para soltar o primeiro latido. Liliana Jr late desde o primeiro dia pondo ordem na bagunça. Tão pequena e mandona. E os cachorros velhos e sábios olham para mim entendendo que agora é a vez dessa pequena descobrir como o mundo funciona.

Nesse momento, estou escrevendo esse texto, tomando meu café da manhã cercada pelas 3 fêmeas e o Gigio. Pepê está de guarda no jardim, dormindo.

Um calorzinho no meu pé direito e é a Liliana Jr dormindo profundamente encostada em mim. esperando qual vai ser a próxima brincadeira.

Eu estou trabalhando muito.
Venho atendendo muitos pacientes todos os dias e casos cada vez mais complicados.
Semana passada fui no meu limite e sucumbi.
Precisava descansar urgentemente porque estava dedicando toda minha energia para o trabalho e problemas da casa e não sobrava nada para mim mesma.
Fui deixando de me cuidar, de fazer unhas, sobrancelhas, maquiagem, até escolher minhas roupas e minha dieta foram postas de lado.
Na sexta-feira fui trabalhar de moletom, tênis e óculos. Até as lentes de contato eram demais para mim.
O iPad chegou e eu estava cansada demais para ficar feliz.
Então, entrei no modo “descanso”, fazendo só o essencial e procurando repousar o máximo possível.
A gastrite, claro, voltou com tudo por causa da falta de cuidado ao me alimentar e engordei.
Ainda não descansei tudo que preciso mas a semana começou sem se importar com isso.
Me sinto melhor. Ainda não estou como quero mas me sinto melhor.
Estou escrevendo isso porque quero contar para vocês o que me motiva sempre procurar o melhor para mim, o melhor cuidado comigo.
A sensação de bem estar é muito grande quando estou bem de verdade e eu nunca desisto de perseguí-la.
Por isso, não importa o quão mal eu me sinta, o quão cansada ou sem energia. Eu sempre quero o melhor para mim e estou sempre disposta a recomeçar o caminho do bem estar. Sempre disposta.
E eu faço isso descansando, me poupando e aos poucos, conforme vou me sentindo melhor, reavendo minha vida como um todo, minha rotina e ações que me fazem sentir bem e melhor.
O truque é nunca desistir de ficar bem. E saber a hora de agir e a hora de se poupar.
Todo dia para mim é segunda-feira de começar regime.

Quem acompanha ou já acompanhou novelas da Globo, vai perceber que a tônica da novela são relacionamentos complicados geralmente entre pessoas que se amam e se odeiam ao mesmo tempo.

Vemos um fazer barbaridades com o outro e logo depois estão novamente conversando, interagindo, se encontrando em festas e acontecimentos familiares.

E, por acontecer na televisão, as pessoas acham que o mesmo deve ocorrer na vida real.

Discordo veementemente.

A vida já é dura por si. Trabalhar, pagar contas, pensar no futuro já é complicado e difícil para qualquer um. A gente não precisa de drama de novela no nosso dia a dia.

Na novela, os personagens são obrigados a conviver na trama. Mas na vida real, a gente não é obrigado a conviver com ninguém com quem a gente não queira.

A gente não é obrigado a se relacionar com quem nos fere, nos sacaneia, nos faz mal, nos trai, nos agride.

Em compensação, queremos conviver com quem nos ama, nos trata bem, se preocupa conosco e nos dá alegrias.

Assim, as relações humanas vão se fortalecendo conforme as pessoas se sentem bem interagindo, independente se são família, amigos ou colegas de trabalho. Por conseguinte as relações ruins vão se deteriorando mesmo que seja entre parentes, irmãos, pais e filhos.

Observo que, se baseamos em relações que nos fazem bem, não necessariamente é aquela que se iniciou por laços de sangue.

O mesmo vale para relações profissionais.

Eu contrato um profissional esperando que ele cumpra o que foi combinado visando o melhor para mim na sua especialidade. A gente não pode exercer todas as profissões, temos que indicar ao especialista o que não temos condições de resolver. E se o profissional lhe desaponta, não temos obrigação de continuar com ele.

Essa postura de se afastar de quem nos faz mal ou joga contra nós parece ser simples. Não existiriam novelas e dramas se todos agissem dessa forma.

Na prática é um pouco mais complicada porque exige que se tome uma atitude e se escolha um lado.

E do lado de quem você vai ficar?

Do seu, lógico. E também do lado de quem você ama, de quem te ama, de quem te ajuda, de quem se importa com você.

Afastar-se de quem prejudica ou prejudicou quem você ama é o que eu chamo de lealdade.

Não dá para ser amigo de todo mundo se são dois lados conflitantes.

Relevar que alguém faça mal a uma pessoa que você ame é exatamente não amar aquela pessoa. Pois amar é apoiar, é ficar do lado, é escolher o lado de quem você ama no matter what.

Mesmo que a pessoa em questão nunca tenha feito nada de ruim diretamente para você, o conceito de lealdade é isso mesmo: não fez para mim mas fez mal a quem eu amo.

E se sua lealdade para determinada pessoa está confusa, cabe reavaliar seus sentimentos para aquela pessoa.

Se você não ama, não consegue ser leal a ela, é melhor se afastar.

Para mim, não existe o cinza em relacionamentos.

Ou é branco ou é preto.