CARTA A UM JOVEM ALUNO

Você quer ser artista e me pergunta se para isso basta ter inspiração. Muitas pessoas ainda acreditam que a arte é o triunfo da inspiração. Elas imaginam que basta ao artista esperar a chegada da inspiração para realizar sua obra. Pois a história nos conta uma outra versão: o artista – pintor, escritor, escultor, músico – na verdade deve ter talento e uma grande dose de perseverança. Sem perseverança, nenhum talento triunfa. Muito menos a inspiração. Para ilustrar o que estou dizendo, gostaria de contar-lhe a história da realização de uma obra-prima artística.

No dia 1º de novembro de 1512, abriram-se as portas da Capela Sistina, no Vaticano, para que todos pudessem admirar os afrescos que o artista florentino Michelangelo Buonarroti tinha pintado no teto. Era uma maravilha! Eram cerca de 500 metros quadrados de área pintada, que se elevavam a uns 20 metros de altura. Lá em cima, em andaimes especialmente preparados, Michelangelo tinha passado quatro anos pintando e desenhando sozinho as cenas da história da Criação do Mundo!

Uma das cenas que pintou, a criação de Adão, tornou-se mundialmente famosa. Deus estende o braço direito e seu dedo está prestes a tocar o dedo de Adão para insuflar-lhe vida. Adão está encostado numa rocha e exibe um corpo perfeito, imagem da perfeição da obra de Deus. É uma cena emocionante.

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Mas, para realizar essa obra-prima, Michelangelo não contou apenas com o seu talento. A pintura era uma encomenda do homem mais poderoso de Roma e do chefe da Igreja católica, o papa Júlio II. E Michelangelo foi obrigado a suportar seus momentos de impaciência e sua falta de pontualidade nos pagamentos. Teve de suportar ainda as críticas e intrigas dos invejosos rivais. Teve de aguentar as dores no corpo e a solidão. Enfim, foram quatro anos de sacrifícios e dificuldades, mas Michelangelo conseguiu superar tudo isso porque, além de talento, tinha uma qualidade fundamental: a perseverança.

Para provar a si mesmo e aos outros que era capaz de superar aquele desafio, Michelangelo teve de buscar, dentro de si, forças que nem mesmo ele pensava ter. É claro que, diante das pressões, várias vezes pensou em desistir do projeto. Mas cada dificuldade que surgia parecia fazer renascer dentro dele mais uma reserva de forças. Imagine a concentração desse homem, empenhado, durante anos, a criar as cenas e a pintá-las, sozinho! Calcule as dúvidas e incertezas que o atormentaram. No entanto, continuou até o fim, confiante em sua capacidade de criação e de trabalho.

Com Michelangelo, aprendemos que só o talento não basta. Há muitas pessoas talentosas, mas as que conseguem realizar-se são aquelas que sabem unir o talento à perseverança, à vontade de vencer. São aquelas que não veem as críticas como desestímulo, mas, ao contrário, como estímulo para prosseguir e superar as falhas.

Os grandes artistas, meu caro amigo, podem nos ensinar muitas coisas, além de arte.

Um abraço afetuoso

SOBRE O RISO

Crônica do Professor Douglas Tufano

“Rir de tudo é coisa de tontos. Mas não rir de nada é coisa de estúpidos.”

Quem disse isso foi um antigo filósofo holandês chamado Erasmo, que viveu no longínquo século 16. Mas, se vocês pensarem bem, essa é uma observação muito sábia sobre o comportamento humano. E vale tanto para o passado como para hoje, pois o ser humano não mudou.

Hoje em dia, muita gente ainda confunde seriedade com falta de humor. No entanto, uma pessoa séria não é aquela que vive de mau humor, incapaz de se permitir uma brincadeira.

Ser sério é saber encarar com responsabilidade aquilo que é importante. Mas nem tudo é importante na vida. Por isso, devemos aprender que há tempo para rir e tempo para ficar sério. Quem não sabe diferenciar um tempo do outro, diz Erasmo, ou é tonto ou estúpido.

E eu digo a vocês: saber rir de si mesmo é também uma prova de sabedoria e maturidade. Quem é muito severo consigo mesmo, sofre bastante, vive se mortificando, perde a auto-estima. Frequentemente, cai em depressão.

Mas saber rir de si mesmo significa saber reconhecer seus limites e estar consciente de que ninguém é perfeito. Ser autoindulgente, isto é, saber perdoar-se quando não conseguir alcançar alguma coisa, é uma grande qualidade numa pessoa. Devemos ser exigentes com nós mesmos, mas na medida certa. Um pouco menos, viramos pessoas irresponsáveis, que não levam nada a sério. Um pouco mais, nos suicidamos.

Quando alguém é capaz de rir de si mesmo, de não se levar exageradamente a sério, é capaz também de compreender melhor os outros, de não dar importância a coisas insignificantes; por isso, melhora seu relacionamento e torna-se uma pessoa agradável.

Por outro lado, quem gosta da companhia de alguém extremamente exigente, que quer tudo perfeitinho, que é tão implacável com relação a si mesmo quanto com relação aos outros? E, pior ainda, que não admite brincadeiras nem faz brincadeiras? Uma pessoa assim é insuportável.

Por isso, acho que tinha muita razão aquele filósofo holandês. Quem não ri de nada é porque não está entendendo nada. É estúpido mesmo. Tem muita dificuldade de perceber que a vida não pode ser calculada com precisão matemática e que as pessoas não são programadas. A vida tem seus imprevistos e suas contradições, nem tudo que planejamos pode dar exatamente certo. Por isso, devemos ter jogo de cintura para contornar as situações e humildade para reconhecer que nós também podemos dar vexames e provocar riso nos outros. E com nosso exemplo, os alunos podem aprender mais essa lição de vida.

NA FLOR DA IDADE

“Nem todos podem estar na flor da idade, é claro! Mas cada um está na flor de sua idade.”

Esse comentário do saudoso poeta gaúcho Mário Quintana é mais atual do que nunca. Hoje em dia, vivemos numa sociedade que faz da aparência jovem o valor supremo. Parece que ficou feio envelhecer. E mais feio ainda declarar-se velho. A propaganda nos bombardeia a todo instante: seja jovem! mantenha-se jovem! vista roupas jovens!

A tirania da moda chega a fazer muitos pais usarem roupas juvenis, como se tivessem a idade de seus filhos. Tudo para tentar parecer jovem. Por que essa ânsia desesperada de querer ter a aparência de jovem? Por que esse medo da idade?

Mário Quintana nos lembra que cada idade tem sua beleza. E a sabedoria está em descobrir as diferentes formas de beleza que assumimos com o passar do tempo. E o bem mais precioso que devemos cultivar ao longo do tempo é a capacidade de olhar a vida com olhos sempre novos, de descobrir que, por mais que o tempo passe, sempre há tanta coisa para aprender, para descobrir. Manter-se jovem, na verdade, é conservar essa atitude de curiosidade diante da vida.

Hoje, os cientistas advertem que é preciso manter a mente ocupada. Deve-se ler, conversar, trocar idéias. Tudo isso ajuda a preservar nossa lucidez, mesmo na idade avançada. O cérebro também precisa de treino. Há quem se preocupe em malhar o corpo, horas a fio. Mas se esquece de malhar a mente, que vai atrofiando…

Na verdade, o ser humano sempre soube que era preciso treinar o cérebro. Tenho nas mãos um pequeno livro chamado “Saber envelhecer”, do escritor romano Cícero. Diz ele a certa altura: “Com a velhice, dirão, a memória declina. É o que acontece, com efeito, se não a cultivamos. Aliás, os velhos a conservam tanto melhor quanto permanecem intelectualmente ativos.” Isso escreveu Cícero, dois mil anos atrás! Realmente, não há nada de novo debaixo do sol.

Por isso, precisamos educar os jovens de modo que eles percebam que a passagem do tempo é inevitável, mas pode ser altamente gratificante se soubermos encará-la com sabedoria. É preciso incutir neles o sentido do tempo, para que aprendam a lidar bem com isso, sem temer o dia de amanhã. Somos seres temporais. E comparada à vida de alguns animais, a nossa existência é muito breve. Por isso, não podemos nos enganar.

Não devemos ter medo do tempo, pois é ele que nos ensina as coisas mais importantes da vida. É ele que nos permite perceber que a juventude é um estado de espírito, e não um estilo de roupa. O famoso pintor Pablo Picasso escreveu: “Leva-se muito tempo para ser jovem.” Ele, que morreu com 92 anos, sempre criativo e lúcido, sabia do que estava falando. Com o tempo, aprendemos a valorizar os momentos realmente preciosos da vida, sem nos perdermos em mesquinharias e bobagens, sem sermos arrastados pelas ilusões das aparências. E com isso nos mantemos jovens.

De repente, é noite

Os poetas dizem isso há muito tempo. Mas nós freqüentemente esquecemos: a vida é breve.

Palavras de amor, gestos de solidariedade, manifestações de afeto — nada disso pode esperar, pois a vida é breve. Não podemos correr o risco de deixar para depois aquilo que pode desaparecer de repente. Todos os dias tecemos um pedaço da trama da vida como se ela fosse eterna, pois não sabemos quando ela vai se desfazer.

A vida não termina; é interrompida. Não existe um enredo predeterminado para cada um de nós, com começo, meio e fim. Um dia, paramos subitamente no meio de um gesto, como uma cena de filme que de repente é congelada na tela. Para sempre.

Por isso, a morte, mesmo sendo a coisa mais banal do mundo, pois acontece a todo instante, em todo lugar, sempre nos surpreende. Já? Ninguém é tão velho que não possa viver mais um dia. Ninguém é tão jovem que não possa partir agora.

Um poeta italiano chamado Salvatore Quasimodo expressou essa idéia muito bem em três versos:

“Cada um está sozinho sobre o coração da terra

atravessado por um raio de sol.

E de repente é noite.”

 

O raio de sol que nos atravessa e ilumina dura um breve instante; de repente, é noite, não há mais sol, ninguém mais nos vê, mergulhamos na sombra.

Por isso, não economize seus gestos de amor, não deixe de expressar o afeto que sente pelos outros, não cale a palavra amiga, não evite o abraço que conforta, o elogio que estimula e faz renascer a esperança.

Não espere uma data determinada, uma ocasião especial. Todo dia é dia de viver, como diz a canção. E há sempre alguém à espera.

Os poetas dizem isso há muito tempo. Mas nós frequentemente esquecemos: a vida é breve.

(Douglas Tufano)

Espaço Revista Cult

Um centro de educação e cultura voltado à reflexão, ao cruzamento de https://s3-media1.fl.yelpcdn.com/bphoto/0cR926IzCxeB77qjH0OgHg/ls.jpgdisciplinas e ao prazer do conhecimento. Um espaço dedicado a pessoas que sentem necessidade de expandir o repertório cultural ou aperfeiçoar a formação profissional, orientadas pelo rigor dos grandes especialistas. Com wireless disponível em todos os ambientes, é também opção para a realização de eventos culturais. O local escolhido, a Vila Madalena, é bem abastecido de transporte coletivo, oferece boas opções de atividades de cultura e lazer e é conhecido pela livre circulação de ideias.    CULT MOSTRA Espaço de integração destinado a exposições de arte.
CAFÉ  Um ambiente agradável com serviço de café, sucos e lanches naturais.
CENTRO DE ESTUDOS A programação é dividida em núcleos:
NÚCLEO DE ALTOS ESTUDOS Dedica-se ao exame crítico de temas ligados ao mundo da arte, comunicação, cultura, educação e filosofia. É estruturado para atender àqueles que têm sólida formação cultural e desejam ampliar seus conhecimentos. Seus cursos, seminários e conferências são ministrados por mestres brasileiros e estrangeiros de notória carreira acadêmica. Pela natureza de suas atividades, pretende possibilitar aos frequentadores oportunidades de contato direto com pesquisadores, docentes e pensadores com ideias e propostas relevantes para a compreensão do mundo e para o desenvolvimento sociocultural do país.

O Núcleo de Altos Estudos é um novo centro de debates e pesquisa em São Paulo. Procura fornecer espaços de visibilidade e trabalho para intelectuais consagrados, assim como expoentes da nova geração e terá, como uma de suas atividades, a organização de simpósios sobre temas maiores para o pensamento contemporâneo.
NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO Com programação destinada à instrumentalização e à especialização profissional, o Núcleo de Comunicação oferece cursos, palestras e oficinas com o objetivo de capacitar os alunos para o exercício do jornalismo e de relações públicas em vários segmentos. Os palestrantes são professores das melhores instituições de ensino do país e editores com sólida carreira jornalística. Sua programação é especialmente elaborada para estudantes e graduados interessados em aperfeiçoamento.
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de segunda a sexta, das 11h30 às 20h30; sábado, das 10h às 14h.

INVERSÃO DE PAPÉIS

INVERSÃO DE PAPÉIS

Nada por aqui está mais como antes:
No ar, o revoar dos elefantes;
Pássaros ao chão em sons dissonantes;
O crescer desordenado dos infantes.

Nos rios, lampejos mil, alucinantes;
Nas nuvens, águas negras abundantes.
Nos campos, flora e fauna destoantes;
As pessoas vivendo como errantes.

Que está acontecendo, meu Deus do céu?
Por que essa tamanha inversão de papel?
Bom virando réu, mal bem para dedéu!

Decoro e honestidade sempre ao léu;
A natureza indo pro beleléu!
Difícil para alguém titrar o chapéu!

Agradecimento ao professor Paulo Franchetti

http://web.archive.org/web/20130601233852im_/http://remisson.com.br/wp-content/themes/sahifa/timthumb.php?src=/wp-content/uploads/2013/03/remisson.jpg&h=330&w=660&a=c

O professor Paulo Franchetti, crítico literário e diretor da Editora  Unicamp, enviou-me um exemplar do seu belo livro de poemas DESTE LUGAR, publicado pela Ateliê Editorial em 2012 e, junto, enviou-me um cartão de apresentação, gentileza que muito agradeço.

Os poemas são ótimos, o livro tem excelentes acabamento e apresentação e recomendo a todos que o leiam… e se surpreendam.

 

PARASSE

de falar:

ainda assim,

buscaria

o ouvido,

o abrigo.

Parasse

de desejar:

não deixaria

de esperar

a inalcançável

graça.

Parasse

de pensar:

a memória

da destinação

persistiria

nisto”

 

Paulo Franchetti

*

Remisson Aniceto

Afim’ ou ‘a fim’? Veja as respostas para dez dúvidas dos leitores

Sérgio Nogueira

Professor esclarece dúvidas de português dos leitores com exemplos e dicas que facilitam o uso da língua. Mostra erros comuns e clichês que empobrecem o texto.

1ª) AFIM ou A FIM?

AFIM é um adjetivo referente à afinidade: “Sentimentos afins”;

A FIM é conectivo que indica finalidade (= para): “Estudava muito, a fim de ser aprovado (para ser aprovado)”.

 

2ª) DEBAIXO ou DE BAIXO?

Usamos DEBAIXO sempre que a seguir vier a preposição DE: “O gato estava debaixo da mesa”; “Escondeu-se debaixo da cama”…

Se não houver a preposição DE, usamos DE BAIXO: “O apartamento fica no andar de baixo”.

 

3ª) DEMAIS ou DE MAIS?

Só usamos DE MAIS quando se opõe a “de menos” na expressão “não tem nada de mais”.

Nos outros casos, quando pode significar “muito, bastante” ou “o restante”, devemos usar DEMAIS: “Comeu demais”; “Os demais devem retornar amanhã”.

 

4ª) Como ficou o uso do hífen com prefixo “PAN-“?

O novo acordo ortográfico manteve a regra anterior: só haverá hífen se a palavra seguinte começar por “h”, “m”, “n” ou “vogais”: pan-helênico, pan-mágico, pan-negritude, pan-americano, pan-europeu, pan-asiático…

Nos demais casos, devemos escrever sem hífen: pandemia, panregional…

 

5ª) Como ficou o uso do hífen antes de algarismos e nomes próprios?

Também não houve alteração, ou seja, o uso do hífen continua obrigatório em todos os casos: sub-20, anti-Obama, pós-Lula, pró-FHC…

 

6ª) É possível ESCANEAR?

Segundo o VOLP e as novas edições dos nossos principais dicionários, pode.

É uma forma aportuguesada como surfar, estressado, futebol, abajur, espaguete, estrogonofe…

 

7ª) Jogos paraolímpicos OU paralímpicos?

Nos dicionários, só há registro de PARAOLIMPÍADAS e de jogos paraolímpicos, mas recebi uma orientação da direção de esporte da Globo para usar JOGOS PARALÍMPICOS. Dizem que é uma padronização sugerida pelos Comitês Olímpicos. Vem do inglês paralimpics games.

Sou contra, mas obedeço.

 

8ª) ESTADA ou ESTADIA?

Segundo os novos dicionários, ESTADA e ESTADIA, agora, são sinônimos.

Antigamente, ESTADIA era o período em que um navio ficava no porto para carga e descarga e ESTADA nos demais casos. Devíamos dizer a ESTADA de um hóspede no hotel, por exemplo.

Agora não se faz mais a diferença, É aceitável falar em ESTADIA de hóspedes em hotéis, de automóveis e de ônibus em garagens, de aviões em hangares…

Quando se trata de pessoas, prefiro a forma ESTADA.

 

9ª) Por que AUTOESTRADA e ALTO-RELEVO?

Com o prefixo AUTO, só há hífen quando a palavra seguinte começa por “h” ou por “vogal igual”: auto-hipnose, auto-observação. Nos demais casos, sempre escrevemos “tudo junto”, ou seja, sem hífen: autanálise, autocontrole, automedicação, autoatendimento, autorretrato, autossustentável, autoescola, autoestrada…

As palavras compostas com o adjetivo ALTO (alto-relevo, altos-fornos, altas-horas, alta-sociedade) e com o advérbio ALTO (alto-falante) devem ser escritas sempre com hífen.

 

10ª) VIGINDO ou VIGENDO?

O verbo VIGER (= vigorar, valer) é regular da 2ª conjugação. Deve seguir o modelo: temendo, perdendo, vencendo… Assim sendo, “a lei ainda está VIGENDO”, isto é, ainda está VALENDO, ainda é VIGENTE, ainda está na sua VIGÊNCIA.

Se VALEU, VENCEU…, “a lei VIGEU por pouco tempo”.

Fonte: Globo

Os 10 Melhores Atores Brasileiros de Todos os Tempos

Dando prosseguimento às listas criadas pelo Blog “TVxTV”, hoje é o dia de apresentarmos os 10 Melhores Atores Brasileiros de Todos os tempos. Essa lista não foi das mais difíceis de se fazer, porém temos alguns nomes que são considerados surpresas e atores da nova geração, o que pode tornar a lista mais polêmica. Confira:

10 – Marco Nanini – 1948

Falar de um ator que faz sucesso há quase 10 anos num formato que nunca foi o de maior sucesso na TV brasileira, que são as séries, já por si só é falar de um ator talentoso. Assim é Marco Nanini.
Ele começou sua vida profissional no teatro e, segundo ele próprio afirma, se apaixonou pela arte da interpretação e ali, muito jovem, decidiu que não mais iria abandonar esse trabalho. Nanini é um dos ícones da TV, tendo trabalhado praticamente desde a chegada da televisão no Brasil e um dos atores de maior sucesso na extinta TV Tupi.
Mesmo sendo apaixonado pelos palcos, Marco Nanini ficou nacionalmente conhecido mesmo pela TV, com papéis incríveis e atuações que beiram a perfeição em inúmeras novelas, o ator ganhou o respeito de autores, diretores e colegas de profissão que sempre o consideraram um exemplo na arte da interpretação.
Nanini tem um jeito diferente de atuar da maior parte dos atores, ele cria um perfil simples para seus personagens o que sempre o afasta da caricatura e o aproxima muito com os telespectadores, talvez por isso seja tão querido entre o povo brasileiro.
Só na TV Globo, Nanini fez 14 novelas até o ano de 1999, como Elas por Elas, Brega e Chique e Pedra sobre Pedra, este último talvez o maior sucesso entre as novelas do ator e que o fez ganhar inúmeros prêmios naquele ano. A última novela de Nanini foi em 1999, quando ele protagonizou a excelente novela das 7 Andando nas Nuvens, criando um dos personagens mais divertidos da década de 90.
Nanini também fez muito cinema, foram mais de 30 filmes que consolidaram sua carreira como ator de cinema, que ele também afirma gostar muito.
A partir de 2001 Marco Nanini estreou a nova versão de A Grande Família, seriado de humor de muito sucesso na década de 70. Ao lado de Marieta Severo e grande elenco, Nanini roubou a cena no papel do tinhoso Lineu Silva. A série fez tanto sucesso que mudou os planos da emissora. A idéia inicial era uma temporada só, curta, e o resultado está aí, até hoje na programação global.
Com tantos prêmios, tantos bons trabalhos e reconhecimento de todos, Marco Nanini é um ícone da interpretação no Brasil e por isso abre nossa lista em 10º lugar.

9 – José Wilker – 1944

Locutor de rádio, ator, autor, diretor, crítico de cinema, defensor da liberdade de expressão, ferrenho defensor do cinema nacional e grande, grande ator. Este é José Wilker.
A maior parte do público o conhece por seus inúmeros trabalhos na TV, mas o que não se sabe é que Wilker na verdade detesta a televisão. Ele já afirmou em diversas oportunidade que somente faz TV porque precisa sobreviver e no Brasil um ator não sobrevive sem trabalhos televisivos. Sua praia – como ele mesmo frisa – é o cinema, em que já fez mais de 50 filmes como ator e diretor e sempre busca aumentar esse cast.
Seu mais recente trabalho no cinema, O Bem Amado é considerado um grande filme por parte da crítica, mas não teve grande aceitação do público que preferiu a obra como novela, isso provocou muita revolta no ator que diz ser incomparável um trabalho no cinema com o da TV.
Na TV seria impossível definir qual o principal trabalho de José Wilker. Muitas pessoas consideram que seu principal papel foi de Luis Roque Duarte, o Roque Santeiro, na novela homônima considerada um dos maiores sucessos de todos os tempos na TV brasileira. Outro consideram sua participação em A Próxima Vítima na pele de Marcelo Rossi como uma grande composição. E os mais jovem dizem que, não há dúvidas que um dos melhores trabalhos de composição artística de José Wilker foi em Senhora do Destino, ao viver o ex-bixeiro Giovani Improta.
Seu último trabalho foi em Três Irmãs, quando viveu o papel de Francisco Macieira e fez inúmeras críticas a novela e ao personagem, chegando dizer que nem se lembrava de estar nessa novela.
José Wilker é também considerado um dos principais diretores da TV, tendo dirigido o inesquecível Sai de Baixo, da Rede Globo. Com tantos trabalhos bons, José Wilker sempre figura na lista de melhores atores do Brasil e para o blog ele é o 9º

8 – Rodrigo Santoro – 1975

Um ator com carreira sólida em seu país. Considerado um dos principais galãs de telenovelas e com uma carreira promissora pela frente. Ninguém tinha dúvidas que Rodrigo Santoro protagonizaria uma série de novelas na década de 2000. Todos, menos ele.
O ator se mostrou ousado ao abandonar toda essa estabilidade em prol de uma carreira internacional, deixando de lado a TV e partindo em busca de trabalhos no cinema de Hollywood. Essa escolha fez com que Santoro fosse, talvez, o ator mais zombado de todos os tempos entre os brasileiros.
Os motivos da zombaria certamente ficam por conta de sua participação no filme As Panteras em que o ator aparece, mas não tem uma única fala. Bobagem, pois todo e qualquer ator começou a carreira com papéis pequenos.
Aos poucos Santoro foi conquistando a crítica americana e os brasileiros acabaram percebendo que o país tinha um grande ator como seu conterrâneo, e a zombaria diminuiu bastante.
Ele começou sua carreira na TV e tem algumas novelas em seu currículo, como a excelente Olho por Olho e também em Mulheres Apaixonadas. Mas seu principal papel na TV brasileira foi em Hilda Furacão, quando o ator interpretou o ingênuo Frei Malthus, papel que lhe rendeu muitos prêmios e ótima crítica.
Ainda no Brasil, é preciso destacar sua participação na microssérie Hoje é Dia de Maria em que o ator viveu o personagem Dom Chico Chicote e emagreceu mais de 10 quilos para interpretar o papel.
No cinema, sucessos nacionais como O Bicho de Sete Cabeças e Carandiru o levaram para os EUA e lá fez filmes como As Panteras, Che, Post Grad e o seu maior sucesso que lhe rendeu prêmios e uma pré-indicação ao Globo de Ouro, 300, quando Santoro interpretou Xerxes de forma brilhante.
O ator ainda tem em seu currículo ter trabalhado na mais conhecida série em todo o mundo. Na 4ª temporada de Lost, Rodrigo Santoro viveu o papel do brasileiro Paulo, um dos sobreviventes. O papel não decolou e os produtores mataram o personagem e sua namorada Nikki, mas ambos tiveram um episódio especial centrados em si.
Por todas essas conquistas, essa ousadia e ter coragem de deixar seu país para correr atrás do sonho e realizar trabalhos com competência, Rodrigo Santoro aparece em 8º lugar na nossa lista de melhores atores nacionais.

7 – Osmar Prado – 1947

Um ator que sabe se despir de si mesmo na composição de um personagem. É assim que os diretores de TV gostam de definir Osmar Prado, um dos principais nomes da Rede Globo e que gosta de fazer novelas.
Prado já disse mais de um vez que seu forte é o trabalho na TV, em que ele se destaca, se identifica com o veículo e com a forma de se atuar, por isso prefere fazer novelas a fazer filmes.
São mais de 20 novelas desde que começou em 1965 na novela Ilusões Perdidas em que fez apenas uma ponta. Desde então Osmar Prado não parou mais de fazer televisão e viu seus papéis irem crescendo conforme ele tinha oportunidade de mostrar seu talento para diretores, autores e também ao público.
Em 1976 o ator teve seu primeiro destaque no país ao encarnar Getúlio na novela Anjo Mau e conquistar o país por sua interpretação forte, seu jeito de dominar as câmeras e roubar as cenas. Ainda na década de 70, 1979, outro trabalho de destaque. Pai Herói, considerada ainda hoje uma das melhores novelas do Brasil teve Osmar Prado no elenco vivendo Pepo e emocionando os telespectadores.
Osmar Prado também é lembrado por sua interpretação em Mandala, no papel de Gérson, o ator mostrou todo seu talento em cenas fortes, ousadas e muito bem escritas.
Poucos atores tem a felicidade que Prado teve. Em 4 anos, 4 novelas e 4 papéis muito elogiados. 1992 em Pedra sobre Pedra, viveu Sérgio Cabeleira, 1993 foi a fez de interpretar Tião Galinha, que muitos consideram seu principal papel até hoje em Renascer. Em Éramos Seis, novela de 1994 ele viveu Zeca e deu show de interpretação e em 1995 no papel de Clóvis de Sangue do meu Sangue Osmar venceu vários prêmios.
De lá pra cá são muitos trabalhos e muitos destaques, o que comprova o talento do ator. Seu mais recente trabalho foi em Caminho das Índias no papel de Manolo, Osmar Prado arrancou muitas risadas do público.
Com essa carreira de respeito, Osmar Prado é tido como um dos grandes atores do país e aparece em 7º lugar da nossa lista.

6 – Selton Melo – 1972

Novamente um ator da nova geração. E um ator que também desafiou os costumes da interpretação no Brasil ao abandonar – ao menos por um longo tempo – os papéis em novelas, preferindo atuar no cinema e nas séries. Este é Selton Melo.
O ator é tido por praticamente todos os críticos como o melhor ator de cinema atualmente no Brasil e, já é muito respeitado fora do país, tendo recebido alguns prêmios por seus trabalhos no cinema.
Mas Selton Melo já fez muita novela, principalmente na década de 90, quando mesmo jovem, já tinha seu talento despontando e mostrava que seria um dos principais atores do país. O ator explodiu no Brasil na novela Pedra sobre Pedra, ao interpretar Bruno, papel pequeno e que ganhou destaque graças a interpretação brilhante de Melo. Em seguida, em 1993, ele estava em Olho por Olho e roubou a cena vivendo Juca e já fazendo a crítica se derreter com sua atuação. Em Tropicaliente, Selton Melo mostrava que sabia compor muito bem seus personagens ao dar vida a Vítor Velásquez. É incrível como até mesmo em novelas Selton Melo só fez papéis de destaque e com ótimas críticas, como em A Próxima Vítima, a Indomada e Força de um Desejo.
No cinema, o ator tem sua carreira solidificada. Ele mesmo diz ser um apaixonado por cinema e preferir cinema a TV. Uma de suas principais atuações foi logo entre as primeiras, em O Auto da Compadecida, Selton foi Chicó e roubou a cena, sendo considerado pela crítica a principal atuação de humor da história do cinema nacional, o que não é pouca coisa.
Filmes como Lisbela e o Prisioneiro, Caramuru – a invenção do Brasil e Lavoura Arcaica serviram para consolidar a carreira do ator no cinema. Para em seguida ele estar em grandes filmes como Meu Nome não é Jhonny e Os Desafinados.
Em 2009, o ator pôde ser visto em dois filmes, sempre como protagonista. Em Mulher Invisível e Jean Charles, Selton Melo empresta seu talento aos personagens e faz grandes trabalhos, nos dois filmes o ator já foi premiado, inclusive internacionalmente e muita gente considera que é questão de tempo, para Selton Melo chegar aos grandes prêmios do cinema mundial.
Com esse talento e essa capacidade de atuar, seria impossível deixar Selton Melo de fora duma lista de melhores atores, por isso o blog o elegeu o 6º melhor ator brasileiro.

5 – Tony Ramos – 1948

Ninguém sabe criar tipos como ele. Ninguém sabe se despir de um personagem e se vestir em outro completamente diferente e tão rápido como ele. Este é Tony Ramos, talvez o principal nome das telenovelas brasileiras desde sempre.
O ator nunca escondeu sua paixão pela TV. Não é de trabalhar frequentemente no teatro, onde diz não dominar o palco como domina as câmeras de TV. É praticamente uma Glória Pires versão homem, ou seja, se identifica demais com as telenovelas e não consegue deixar de faze-las. Se for feita uma pesquisa, é bem possível que se descubra que Tony é o ator que mais faz novelas no Brasil.
Que ator no mundo pode dizer que estourou em sucesso no seu primeiro papel? Poucos, e Tony Ramos pode, quando interpretou em 1965 Vevé em A Outra, novela da extinta TV Tupi.
Depois disso, praticamente todos os anos os telespectadores viram Tony Ramos em alguma novela, em algumas vezes em mais de uma novela por ano, feito para poucos atores do país.
Na Rede Globo, seu primeiro sucesso foi em O Astro, no papel de Márcio Hayala, sendo muito elogiado na época. Depois disso, Tony Ramos esteve em quase todos os grandes sucessos da TV: Pai Herói, Baila Comigo, Selva de Pedra, Bebê a Bordo, Rainha da Sucata, Felicidade, Olho no Olho, A Próxima Vítima, Torre de Babel, Laços de Família, O Clone.
Os autores globais já sabem, se em sua novela houver um personagem que precisa criar um tipo, chamem Tony Ramos. Ele faz isso com maestria, como o fez na novela Cabocla, ao interpretar o divertido Boanerges, ou então em Belíssima ao viver o desajeito Nikos Pretrakis. Seu mais recente trabalho na TV foi também um tipo, Opash Ananda, na novela Caminho das Índias, fez grande sucesso junto ao público.
Com um currículo desses seria impossível deixar Tony Ramos de lado numa lista séria, por isso ele aparece como o 5ºmelhor ator brasileiro da história.

4 – Lima Duarte – 1930

Ele nasceu ator. Está no sangue, um talento inato e que poucas pessoas podem dizer que tem. Essa é a definição de um diretor global a Lima Duarte, um dos principais atores brasileiros em todos os tempos.
Lima Duarte tem a honra de dizer que faz novela desde muito tempo, quando elas ainda eram ao vivo na TV, na década de 50 e o ator tinha que mostrar um talento ainda maior, pois não poderia ter erro e ali ele já mostrava toda sua capacidade brilhante de interpretação.
Fazer sucesso numa telenovela antes da década de 70 não é fácil e ser lembrado ainda hoje por essa novela é mais difícil. Lima Duarte foi o principal nome da novela que assombrou o país e mudou os moldes de se fazer novela no Brasil. Beto Rockfeller marcou a história do país e colocou Lima Duarte entre os principais nomes de atuação, com a crítica se rendendo a seu talento e os telespectadores ficando pasmos com sua capacidade de atuar.
E ele continuou assombrando a todos com seu talento, sempre interpretando papéis fortes e com grande carga emotiva, como em O Bem Amado ao viver Zeca Diabo, considerado ainda hoje um de seus principais personagens. Em 1979 estava lá, Lima Duarte em Pai Herói para novamente fazer parte do elenco que mudou a forma de se fazer e ver novela.
A década de 80 colocou Lima Duarte como o principal ator do país ao interpretar dois papéis inesquecíveis. Em 1985 em Roque Santeiro, Lima atuou brilhantemente como o Sinhozinho Malta e ganhou a paixão incondicional do povo brasileiro. Quatro anos depois estava ele novamente encantando o país ao viver Sassá Mutema em O Salvador da Pátria.
Sempre fazendo novelas e muitas, como Pedra sobre Pedra, Fera Ferida, A Próxima Vítima, A Indomada e Belíssima, o ator ganhou inúmeros prêmios ao longo da carreira e tem milhares de fãs espalhados por todo o Brasil.
Seu mais recente trabalho também foi Caminho das Índias, quando interpretou Shankar e emocionou os telespectadores em algumas cenas ao lado de Laura Cardoso, outro monstro sagrado.
Por ser tudo o que é, praticamente a História da TV é que Lima Duarte não pode ser deixado de lado e aqui, está em 4º lugar.

3 – Antônio Fagundes – 1949

Um homem que só no Brasil recebeu mais de 100 prêmios ao longo da carreira. A pessoa calma e que quando interpreta parece que sofre uma mutação completa. Esse é Antônio Fagundes.
Começou para a TV em 1968, um pouco mais tarde que seus colegas da mesma geração, mas mostrou logo seu talento numa pequena ponta que fez em Antônio Maria. Depois disso recebeu mais convites e teve papéis maiores, mas nada se comparado ao seu trabalho de 1973 que o colocou na lista dos principais nomes da TV na época. Na primeira versão de Mulheres de Areia, Fagundes foi Alaor e conquistou os telespectadores com sua atuação firme.
No ano seguinte, um papel completamente diferente e que levou as mulheres ao delírio. Na novela O Machão, ele foi Petruchio e provocou risos com uma interpretação considerada na época como das mais brilhantes.
Ainda na década de 70, Fagundes recebeu o título de garanhão do país ao atuar na novela Saramandaia interpretando Lua Viana. Em seguida, em 78 ele esteve no elenco de Dancing Days como Cacá e colaborou com a novela que parou o Brasil na época.
Seria difícil definir qual o melhor trabalho de Antônio Fagundes devido a grande quantidade de papéis considerados acima da média, sempre graças a sua brilhante interpretação. Novelas como Corpo a Corpo, Vale Tudo, Rainha da Sucata, Renascer, A Viagem e o Rei do Gado marcam a carreira do ator que é um dos nomes mais lembrados pelos telespectadores.
Fagundes além de novelas, se destaca também com séries, como em Carga Pesada, em que ele interpretou por muitos anos o caminhoneiro Pedro e também em Labirinto, uma das principais séries da TV em que ele foi Ricardo Velasso. As crianças da década de 90 também tem um carinho especial por Antônio Fagundes, pois ele viveu Rogério Silva na série infantil mais cultuada pela geração anos 90, Mundo da Lua.
Seu mais recente trabalho foi na novela Duas Caras, interpretando o líder Juvenal Antena e criando tipo, alegrando os telespectadores e presentando-nos com mais uma ótima atuação e com tantas atuações brilhantes, nada mais justo que Antônio Fagundes seja eleito o 3º melhor ator brasileiro em todos os tempos.

2 – Paulo Autran – 1922 – 2007

Um dos principais nomes da interpretação brasileira e que não é conhecido do grande público, simplesmente porque optou desde muito tempo a não trabalhar na TV, mas permanecer com sua grande paixão, o teatro. Assim se define Paulo Autran.
O ator encenou ao longo de sua vida mais de 100 peças teatrais e é considerado pelos críticos como o mais completo ator de teatro no Brasil em todos os tempos, dominando os palcos com uma maestria poucas vezes vista ao redor de todo mundo. Autran decidiu que se dedicaria ao teatro e cumpriu seu desejo ao recusar centenas de ótimos papéis na TV, afirmando que fazer novela não era seu forte e que os papéis desse tipo não permitiam que o ator criasse, ficando preso pelas câmeras.
No teatro ele já interpretou grandes nomes conhecidos no mundo, como Otelo, Hamlet, Dom Juan, entre tantos outros. Mas a crítica é praticamente unânime ao afirmar que ninguém no Brasil interpretou Otelo com a maestria de Paulo Autran que criou nuances nunca antes visto na criação desse personagem, tornando-o ainda mais rico do que ele já era.
Paulo Autran também fez cinema, pouco, mas fez. Seu principal filme foi Fogo e Paixão de 1988 em que ele foi elogiadíssimo pela crítica, mas logo frustrou a todos ao abandonar também o cinema. Seu último filme foi uma pequena participação em O Ano em que meus pais saíram de férias.
Autran poderia facilmente se gabar de ser um ator que praticamente não fez televisão e ainda assim esteve numa das principais novelas de todos os tempos que mudou a forma de se fazer novela de humor. Em Guerra dos Sexos, ao lado de Fernanda Montenegro, Autran protagonizou as cenas mais divertidas e bizarras da história da TV, como a inesquecível cena da guerra de doces em que ele e Montenegro sujam um ao outro com a comida do café da manhã.
Paulo Autran nos deixou em 2007, mas ainda hoje é lembrado com carinho e respeito pelos fãs e por sua obra ele aparece como o segundo melhor ator brasileiro de todos os tempos.

1 – Raul Cortez – 1932 – 2006

Um ator que faz tudo o que se propõe com maestria. Um homem que ultrapassa o limite do incrível quando atua. Essas são as definições de diretores e colegas de elenco a Raul Cortez.
Cortez também começou no teatro, assim como Paulo Autran e resistiu bastante para aceitar trabalhar na TV, para ele, cinema e teatro eram formas muito melhores de se trabalhar a arte da interpretação. Nos anos de 50 e 60 o ator era sempre visto nos filmes e peças, de todos os tipos, desde romances quentes até filmes quase religiosos e regionais, também em peças épicas, o que mostrava sua capacidade de atuação.
Mas no fim da década de 60, Raul Cortez se rendeu a insistência de todos e aceitou trabalhar na TV, foi para nunca mais sair. Paixão a primeira vista como ele mesmo gosta de definir.
Em 1970 ele esteve no elenco de Beto Rockfeller, o filme e assombrou o mundo com seu talento e sua capacidade de interpretação, muitos que o consideravam como ator apenas de teatro deram a mão a palmatória e se renderam a seu talento justamente nessa novela.
1976 foi o grande ano de Raul Cortez no cinema. Ele fez O Seminarista e foi tão elogiado pela crítica e por todos que disse ter ficado até constrangido diante de alguns colegas de elenco.
Na TV, ele esteve em grandes novelas, sempre com ótimas interpretações como em Xeque-mate, novela de 1976 e que consagrou Cortez como ator de TV. Mas foi no final da década de 80 que Raul Cortez passou a ser considerado um dos principais atores do país, por estar em três novelas e roubar a cena. Em 1987 em Brega e Chique ele conquistou todo o país, depois no mesmo ano, ele esteve em Mandala e mostrou todo seu talento. Em 1990, Cortez selou sua ótima fase na novela Rainha da Sucata.
Sempre teve ótimos trabalhos como Mulheres de Areia e Perigosas Peruas, mas ele mesmo sempre disse que sua melhor atuação, seu melhor papel e sua melhor novela foi O Rei do Gado, na pele de Geremias Berdinazzi ele encantou o país e fez praticamente toda a população parar para acompanhar a trama.
Em Terra Nostra, Cortez chocou o telespectador interpretando Francesco Maglianno e se envolvendo com uma mulher muito, muito, muito mais nova, interpretada por Maria Fernanda Cândido.
O ator faleceu em 2006, deixando uma lacuna que nunca será preenchida novamente na TV brasileira. Mesmo assim, ele tem tantos trabalhos que é inesquecível e foi eleito pelo blog como o melhor ator brasileiro de todos os tempos.

MEC divulga regras para bolsas do Prouni que sobraram

As instituições de ensino superior deverão dar as bolsas conforme a classificação dos estudantes que não foram pré-selecionados no programa, em processo seletivo para as turmas iniciadas no primeiro semestre deste ano, e conforme o desempenho acadêmico, mensurado pela instituição, para as turmas iniciadas anteriormente ao primeiro semestre.

Segundo a portaria, terão prioridade na ocupação das bolsas os estudantes professores da rede pública de ensino regularmente matriculados em cursos de licenciatura, normal superior e pedagogia.

Se ainda assim sobrarem bolsas, elas serão oferecidas  no próximo processo seletivo correspondente do Prouni, de forma a cumprir a proporção de bolsas legalmente estabelecida.

A instituição deverá divulgar em locais de grande circulação de estudantes e em seus sites na internet as regras previstas nesta portaria, o número de bolsas disponíveis em cada curso e turno de cada local de oferta de cursos, e a lista dos estudantes inscritos para as bolsas disponíveis em cada curso e turno de cada local de oferta de cursos e, posteriormente, dos estudantes aprovados e reprovados.

Para concorrer à bolsa integral (100% do valor da mensalidade), o candidato deve comprovar renda familiar por pessoa até um salário mínimo e meio (R$ 1.017). Para as bolsas parciais (50% do valor da mensalidade), a renda familiar deve ser até três salários mínimos (R$ 2.034) por pessoa. Veja a lista de documentos necessários

Ao receber a documentação entregue pelo candidato, a instituição deve, obrigatoriamente, entregar o Protocolo de Recebimento de Documentação do Prouni. Contudo, o candidato deve ficar atento, pois esse procedimento não afasta eventual exigência de entrega de documentos adicionais caso seja julgado necessário pelo coordenador do Prouni na instituição.

Podem participar do programa estudantes que fizeram o ensino médio integralmente em escola pública ou que tenham obtido bolsa integral em instituições particulares. Os candidatos também não podem ter diploma de ensino superior nem estar cursando uma faculdade pública pública. Neste caso, se o candidato for aprovado no Prouni, vai ter que optar por uma das duas instituições.

Pessoas com deficiência e professores da rede pública de ensino também podem participar. Os professores só podem se inscrever para cursos de licenciatura para formação na educação básica. O site do Prouni traz um “tira-dúvidas” sobre o programa.